Blog Nota 10. Seleção até 15 de janeiro. Promoção da REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES




A Revista África e Afticanidades está promovendo um concurso que selecionará os melhores Blogs do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.Com a chamada “Você possui um blog que valoriza e divulga os aspectos artísticos, históricos e culturais da população negra?”, o concurso vai selecionar os três (3) melhores Blogs em duas categorias:
“Blog Nota 10 – África e Africanidades”
“Blog do Professor Nota 10 África e Africanidades”

Poderão se inscrever blogs em duas categorias, a saber:
Blog de pessoas físicas dos seguintes países: Brasil, Angola,
Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe

Blog de professores da educação básica em todo o território brasileiro. As inscrições , iniciadas em 15 de outubro de 2009, ficam abertas até 15 de janeiro de 2010.
Para se inscrever, o responsável pelo blog deve enviar um e-mail para promocoes@africaeafricanidades.com com a ficha de inscrição preenchida. Clique sobre o nome para acessar:
Regulamento do Concurso Blog Nota 10 África e Africanidades – Edição 2009
Ficha de Inscrição - Concurso Blog Nota 10 África e Africanidades
Ficha de Inscrição - Concurso Blog Nota 10 África e Africanidades – Categoria Blog do Professor
recebido de
Nágila Oliveira dos Santos
Diretora / Editora
Revista África e Africanidades



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Craque Brasileirão 2009: Andrade, do Flamengo, é o melhor técnico

Símbolo do campeão brasileiro de 2009, o técnico Andrade foi eleito, nesta 2ª feira (07.12) o melhor treinador no Prêmio Craque do Brasileirão, evento organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Tromba, como é conhecido, assumiu o Flamengo durante a competição e conseguiu uma arrancada surpreendente até chegar ao título.
Ele foi o responsável pelo fim da hegemonia de Muricy Ramalho, que ganhara todos os prêmios até então. Em segundo lugar ficou Silas, que levou o Avaí ao sexto lugar. Celso Roth, do Atlético-MG, ficou em terceiro lugar. O Galo liderou a competição durante várias rodadas, mas não conseguiu manter o nível e acabou fora até da zona de classificação para a Libertadores.
Andrade [Jorge Luís Andrade da Silva, nascido em 21/04/1957, em Juiz de Fora (MG)], faz que nos sintamos orgulhosos, por mais esta conquista.
Consulta no site GELEDÉS

Foto Agência Estado

domingo, 6 de dezembro de 2009

Black Soul [ALMA NEGRA] - Martine Chartrand



Martine Chartrand, 2000, 9 min 47 sec
Uma animação que convida o espectador a mergulhar no coração da cultura negra em uma viagem rápida e divertida através dos lugares que marcaram a história desses povos. A história que uma senhora de idade com seu filho pequeno é desfilaram diante de nossos olhos uma série de quadros pintados diretamente abaixo da câmera, que acompanha a criança nas pegadas de seus antepassados.
Aqui postado por indicação de ANA FELIPPE, Memorial Lélia Gonzalez - Continente Africa

Ação Civil Pública em Uberlândia (MG) exige cumprimento da Lei nº 10.639

Uma decisão inédita do Ministério Público em Uberlândia levou a Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) a alertar aos gestores públicos de todo o país sobre o risco do descumprimento da Lei nº 10.639/03, que prevê o ensino da história da cultura africana e afro-brasileira em todas as escolas públicas e privadas, no ensino fundamental, médio e superior.
Trata-se da ação civil pública (processo nº 702.09.562589-0), ajuizada pelo promotor de Justiça Jadir Cirqueira de Souza, na qual denuncia a Prefeitura de Uberlândia e o Estado de Minas Gerais. O principal motivo é o não cumprimento da lei federal, uma das primeiras assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que representa um marco histórico na agenda brasileira de combate à discriminação racial. O promotor solicita, entre outras providências, a devida capacitação do corpo docente e a inclusão no orçamento de verbas específicas para o custeio do material pedagógico necessário, sob pena de multa.

Na ação, Jadir Cirqueira de Souza ressalta que "enquanto os administradores públicos privilegiarem os aspectos meramente administrativos, em detrimento da educação dos alunos em sala de aula, o Brasil continuará equivocando-se na educação, repetindo erros históricos. É preciso iniciar novo ciclo educacional".

"Esperamos que o caso de Uberlândia sirva de exemplo e que o Ministério Público continue atuando em cada um dos 5.463 municípios brasileiros, seja por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou de ações civis públicas", afirma o ouvidor da SEPPIR, Humberto Adami Jr. Ele lembra que a iniciativa surgiu a partir da mobilização de entidades dos movimentos sociais negros, que em 2005 fizeram representação à Procuradoria Geral da República.

Na avaliação do ouvidor, o não cumprimento da lei implica na possibilidade de suspensão do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos estados e municípios que se omitirem diante da legislação. E mais: os gestores públicos podem também ser enquadrados no crime de responsabilidade.

Além de ter promovido neste último semestre seminários regionais para capacitação dos gestores públicos e educadores nas cidades de Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Belém (Pará) e Curitiba (PR), a SEPPIR planeja um evento nacional para fazer um balanço das exigências curriculares para a efetiva implementação da lei.

Clique AQUI e saiba mais sobre a implantação da lei 10.639/03

Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República

Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

Recebido de Marcelo Reis, via e-mail.
Foto logbaoba

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CONSCIÊNCIA NEGRA, MODO DE USAR (Fechando a tampa das discussões do mês)


Por NEI LOPES (Foto de Márcia Moreira)
Quando te disserem que você quer dividir o Brasil em pretos e brancos, mostre que essa divisão sempre existiu. Se insistirem na acusação, mostre que, neste país, 121 anos após a Abolição, em todas
as instâncias, o Poder é sempre branco. E que até mesmo como técnicos de futebol ou carnavalescos de escolas de samba, os negros só aparecem como exceção.

Quando, ainda batendo nessa tecla, te disserem que o Brasil é um país mestiço, concorde. Mas ressalve que essa mestiçagem só ocorre, com naturalidade, na base da pirâmide social, e nunca nas altas esferas do
Poder. E que o argumento da mestiçagem brasileira tem legitimado a expropriação de muitas das criações do povo negro, do samba ao candomblé.

Quando te jogarem na cara a afirmação de que a África também teve escravidão, ensine a eles a diferença entre servidão e cativeiro. Mostre que a escravidão tradicional africana tinha as mesmas características da instituição em outras partes do mundo, principalmente numa época em que essa era a forma usual de exploração da força de trabalho. Lembre que, no escravismo tradicional africano, que separava os mais poderosos dos que nasciam sem poder, o bom
escravo podia casar na família do seu senhor, e até tornar-se herdeiro. E assim, se, por exemplo, no século XVII, Zumbi dos Palmares teve escravos, como parece certo, foi exatamente dentro desse contexto histórico e social.

Diga, mais, a eles que, na África, foram primeiro levantinos e, depois, europeus que transformaram a escravidão em um negócio de altas proporções. Chegando, os europeus, ao ponto de fomentarem guerras para, com isso, fazerem mais cativos e lucrarem com a venda de armas e seres humanos.

Diga, ainda, na cara deles que, embora africanos também tenham vendido
africanos como escravos, a África não ganhou nada com o escravismo,
muito pelo contrário. Mas a Europa, esta sim, deu o seu grande salto,
assumindo o protagonismo mundial, graças ao capital que acumulou coma
escravidão africana. Da mesma que forma que a Ásia Menor, com o
tráfico pelo Oceano Índico, desde tempos remotos.

Quando te enervarem dizendo que movimento negro é imitação de
americano, esclareça que já em 1833, no Rio, o negro Francisco de
Paula Brito (cujo bicentenário estamos comemorando) liderava a
publicação de um jornal chamado O Homem de Cor, veiculando, mesmo com
as limitações de sua época, reivindicações do povo negro. Que daí, em
diante, a mobilização dos negros em busca de seus direitos, nunca
deixou de existir. E isto, na publicação de jornais e revistas, na
criação de clubes e associações, nas irmandades católicas, nas casas
de candomblé... Etc.etc.etc.

Aí, pergunte a eles se já ouviram falar no clube Floresta Aurora,
fundado em 1872 em Porto Alegre e ativo até hoje; se têm idéia do que
foi a Frente Negra Brasileira, a partir de 1931, e o Teatro
Experimental do Negro, de 1944. Mostre a eles que movimento negro não
é um modismo brasileiro. Que a insatisfação contra a exclusão é geral.
Desde a fundação do Partido Independiente de Color, em Cuba, 1908,
passando pelo movimento Nuestra Tercera Raíz dos afro-mexicanos, em
1991; pela eleição do afro-venezuelano Aristúbolo Isturiz como
prefeito de Caracas, em 1993; pelo esforço de se incluírem conteúdos
afro-originados no currículo escolar oficial colombiano no final dos
1990; e chegando à atual mobilização dos afrodescendentes nas
províncias argentinas de Corrientes, Entre Rios e Missiones, para só
ficar nesses exemplos.

Quando, de dedo em riste, te jogarem na cara que os negros do Brasil
não são africanos e, sim, brasileiros; e que muitos brasileiros pretos
(como a atleta Fulana de Tal, a atriz Beltrana, e o sambista
Sicraninho da Escola Tal) têm em seu DNA mais genes europeus do que
africanos, concorde. Mas diga a eles que a Biologia não é uma ciência
humana; e, assim, ela não explica o porquê de os afrobrasileiros
notórios serem quase que invariavelmente, e apenas, profissionais da
área esportiva e do entretenimento. E depois lembre que a Constituição
Brasileira protege os bens imateriais portadores de referência à
identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da
sociedade brasileira e suas respectivas formas de expressão. E que a
Consciência Negra é um desses bens intangíveis.

Consciência Negra repita bem alto pra eles, parafraseando Leopold
Senghor não é racismo ou complexo de inferioridade e, sim, um anseio
legitimo de expansão e crescimento. Não é separatismo,
segregacionismo, ressentimento, ódio ou desprezo pelos outros grupos
que constituem a Nação brasileira.

Consciência Negra somos nós, em nossa real dimensão de seres humanos,
sabendo claramente o que somos, de onde viemos e para onde vamos,
interagindo, de igual pra igual, com todos os outros seres humanos, em
busca de um futuro de força, paz, estabilidade e desenvolvimento.

Recebido de Luiz Carlos Gá, via e-mail.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FESTA DE LANÇAMENTO DO CD DOS SAMBAS ENREDO 2010 - Grupo Especial

Fotos de Henrique Matos,
o Fotógrafo do Carnaval


Clique nos links abaixo para ouvir os Sambas:
Grande Rio
Mocidade
Beija-Flor
Imperatriz
Acadêmicos do Salgueiro
Unidos Tijuca
União da Ilha
Unidos de Vila Isabel
Viradouro
Portela
Porto da Pedra
Estação Primeira de Mangueira

LAVAGEM DA ESTÁTUA DE JOÃO CÂNDIDO [O Almirante Negro]

22 de novembro, dia da REVOLTA DA CHIBATA

Na busca de resgatar personalidades históricas de nossa sociedade que mereçam destaque entre afro-descendentes, o AGBARA DUDU iniciará este ano campanha cujo objetivo maior é trazer reconhecimento histórico a relevante figura da recente História de nosso País – JOÃO CÂNDIDO.
Por este motivo, estaremos realizando no dia 04 de dezembro próximo a Lavagem Simbólica da Estátua de João Cândido na Praça XV de Novembro, de modo a iniciar, com este ato, a divulgação para toda a sociedade da importância de João Cândido na história das conquistas de liberdades pelo povo brasileiro.
Este projeto, que ora se inicia, prosseguirá em 2010, quando se estará comemorando os cem anos da Revolta da Chibata, movimento liderado por nosso homenageado e de tão grande significado para negros e pobres brasileiros.

04 DE DEZEMBRO, 6ª FEIRA,
A PARTIR DAS 17:30 horas
ESTÁTUA DE JOÃO CÂNDIDO
Praça XV de Novembro - Centro do Rio
__________________________________________________
Realização:
GRUPO AFRO AGBARA DUDU

Apoios:
Subprefeitura do Centro
Unidade de Mobilidade Nacional para a Anistia – UMNA
MODAC
______________________________________________
Grupo afro
AGBARA DUDU

Em yorubá significa FORÇA NEGRA
FUNDAÇÃO: 04/04/82
CNPJ - 29.009.305/0001-48

Estamos contando com a sua presença e o rufar de seus tambores, para que ele ecoe em forma de "CORREIO NAGÔ".
Axé,
Vera do Agbara

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O 20 de novembro na Praça Onze

CRIANÇAS DA ESCOLA Municipal TIA CIATA
homenageiam
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA




sábado, 28 de novembro de 2009

Encerramento "Agenda Única Rio Zumbi 2009"




IV FÓRUM RACISMO É CRIME - Aplicabilidade da Lei Penal

Projeto QUILOMBO BRASIL 2009
apresenta
IV FÓRUM RACISMO É CRIME!
Aplicabilidade da Lei Penal


PROGRAMAÇÃO
30 de Novembro
segunda-feira

18h30min – Mesa 1
ABERTURA


Mesa 2
Tema: Aspectos Jurídicos, Políticos, Culturais e Sociais dos Crimes de Racismo e a Sociedade Brasileira.

Palestrantes:
Dr. JÚLIO CÉSAR TAVARES - Doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense;
Dr. JORGE DA SILVA – Graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e em Língua Inglesa, Doutor em Ciências Sociais (UERJ), Pós-doutorado em Antropologia e Coordenador de estudos e pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos- UERJ
Mediadora: Sra. RUTH PINHEIRO – Presidente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento – CAD, Conselheira e Secretária Geral do Colymar - Centro de Empresários Afro-brasileiros. consultora do SESI/RJ para alfabetização de adultos em comunidades remanescentes de quilombos do Estado do Rio de Janeiro.

Mesa 3
Tema: Atuação do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da OAB, quanto à Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo.

Palestrantes:
Dr. CARLOS LUÍS ANTÔNIO DE OLIVEIRA - Subchefe Operacional da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro;
Dr. MARCOS KAC- Promotor de Justiça, Coordenador de Direitos Humanos e Justiça Terapêutica da PGJERJ, Mestre em direito Penal, Processual Penal e Criminologia, Professor de pós-graduação da UCAM; Universidade Estácio Sá; UNIG; ESA/OAB.
Dr. MÁRIO LEOPOLDO – Ex-presidente da Comissão OAB Vai à Escola , Conselheiro da OAB, Consultor jurídico do Conselho Municipal de Defesa do Negro - COMDEDINE.
Mediadora: Dra. AGLAETE NUNES MARTINS - Advogada, Consultora Jurídica do Conselho Municipal de Defesa do Negro – COMDEDINE.

01 de Dezembro
terça-feira

18h30min – Mesa 4
Tema: Aspectos culturais, sociais e jurídicos dos crimes de racismo por intolerância religiosa, racial, homofobia, e a Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo.

Palestrantes:
Dr. HENRIQUE PESSOA - Delegado de Policia Civil, Bacharel em Direito, Pós graduado em Didática do Ensino Superior, Professor da Academia de Polícia Civil Sílvio Terra , Professor de Direito Penal e Processual Penal da Universidade Candido Mendes , Representante da Polícia Civil junto à Comissão de Combate a Intolerância Religiosa,
BABALAÔ IVANIR DOS SANTOS – Pedagogo, Secretário Executivo do CEAP e Membro da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa;
Dr. CLÁUDIO NASCIMENTO SILVA - Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.
Mediadora: Dra. ANA FELIPPE - Pós-graduada em Filosofia, coordenadora do Memorial Lélia Gonzalez, fundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN e Presidente da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos – SEAF

Mesa 5
Tema: - Crimes de Racismo: A questão histórica, jurídica e social, quanto as Ações Afirmativas e as Ações de Reparações.

Palestrantes:
Dr. CARLOS ALBERTO MEDEIROS - Coordenador da Coordenadoria de Política de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro – CEPPIR/RJ
Dr. PAULO RANGEL - Mestre em Ciências Penais, Doutor em Direito e Promotor de justiça do Estado do Rio de Janeiro, Titular do II Tribunal do Júri.
Dr. WILSON ROBERTO PRUDENTE - Procurador do Ministério Público do Trabalho, Licenciado em Estudos Sociais pela UERJ, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais, Pesquisador-colaborador da N"BLAC Núcleo Brasileiro Latino Americano e Caribenho de Pesquisas em Gênero, Raça e Movimentos Sociais.
Mediador: Dr. BENEDITO SÉRGIO DE ALMEIDA ALVES - Representante da Fundação Cultural Palmares/Rio de Janeiro, fundador e 1º Presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN.

____________________________________________________

  • José dos Santos Oliveira - Diretor do CEPERJ
    Coordenador do IV FÓRUM RACISMO É CRIME!

    video


  • quarta-feira, 25 de novembro de 2009

    e-mail de agradecimento de ADUNI BENTON

    Aduni Benton, Atriz e Diretora de Teatro.
    Diretora do Documentário
    "IPCN 35 ANOS! Uma Escola de Formação Política"

    Olá Amig@!
    Nestes últimos dias passamos por diversas e intensas emoções. Viajo ou não viajo? Cancela ou não cancela? Vai ter apoio ou não vai? Cadê o material para divulgar? E o meu nome? Reencontro de amigos, quanto tempo que não nos víamos! Apreensão, dúvida, horário, agenda, alegria por cada pequena conquista, dor, tristeza por alguém não poder estar conosco, confirmações de presenças, respeito e finalmente comprometimento e REALIZAÇÃO!!!
    Não tivemos o CAFÉ, o apoio para o lanche não chegou, a FCP não pode nos ajudar.


    Mas, a ÁGUA não faltou! e com ela lavei a minha alma.

    Estou de alma lavada!!!! Poderia ficar horas e horas digitando a palavra
    AGRADECIMENTO e não conseguiria externar o sentimento que me envolve neste momento. Estou agradecida, porque cada um de vocês teve um papel fundamental na construção e realização deste Seminário. É a história do IPCN viva! A sua REVITALIZAÇÃO!

    E é só o começo, temos um caminho em direção ao DOCUMENTÁRIO!! Já estou pensando no lançamento, porque depois do Seminário não tenho nenhuma dúvida que este DOC será lançado com êxito nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, depois do Rio de Janeiro - Cine ODEON no dia 08 de Julho de 2010. rsrsrs

    Cada lembrança uma emoção nova. Estou feliz e consciente da RESPONSABILIDADE de registrar estas memórias para que o Brasil possa conhecer cada uma delas para a valorização do IPCN e principalmente fortalecimento da luta contra o racismo pelo caminho da IGUALDADE RACIAL, autoestima e visibilidade dos nossos protagonistas que dia a dia durante anos de suas vidas buscam construir políticas públicas para nosso povo negro. E os protagonistas são vocês, quer seja nas instituições, partidos, sindicatos, governos, associações, escolas ou simplesmente nas ruas com uma câmera na mão.
    Parabéns para todos nós que acreditamos num Brasil melhor.

    Agora é uma nova etapa, CAPTAÇÃO DE RECURSOS, estamos aceitando sugestões de caminhos para chegarmos ao PATROCINADOR e parceiros além de vocês é claro! rsrsrs

    Como me ensinou Janú: "Quem conhece a sua história, entende a sua grandeza."

    Axé!

    Muito muito muito agradecida a todos e principalmente as seguintes instituições:

    APOIO CULTURAL:
    SEPPIP-PR , SEASDH - Superintendência Executiva dos Conselhos
    Vinculados, CEDINE, CEDIM
    PARCEIROS:
    UNEGRO, MEMÓRIA LÉLIA GONZALEZ E A.C.EMBAIXADA DAS CARICATAS
    CO-REALIZADOR:
    IPCN
    REALIZAÇÃO:
    CIA.É TUDO CENA!, GERADOR CULTURAL, LUB E COBRA
    Sem vocês este Seminário seria apenas um sonho. Valeu!!!
    Afrobeijos
    Aduni Benton

    ______________________________________________________
    Nós da diretoria do IPCN nos sentimos orgulhosos e honrados com o estabelecimento desta parceria .


    A Marcha Negra - 1988 [cultne - acervo digital de cultura negra]

    Observe quantas líderanças presentes.
    Assista, edite, reproduza!
    Bem vindo ao
    CULTNE - Acervo Digital de Cultura Negra Brasileira. Aqui você tem a chance de conhecer novos pontos de vista da história do nosso país, através de materiais inéditos em vídeo, em diversos momentos artísiticos e políticos, registrados ao longo de décadas.
    Além de assistir, você pode se cadastrar e baixar todo nosso conteúdo para seu computador, utilizando livremente o material em edições jornalísiticas, projetos estudantis, ou qualquer atividade sem fins lucrativos, desde que citada a fonte. Bom proveito!



    Local: Candelaria - Cinelândia
    Movimento Negro em 1988 em marcha no centro do Rio de Janeiro, denunciando o racismo e nas lutas contra as desigualdades
    Para saber mais clique cultne.

    terça-feira, 24 de novembro de 2009

    IPCN 35 ANOS! O Seminário

    ASSISTINDO ESTE SLIDE SHOW, COM CERTEZA, VOCÊ VAI SE EMOCIONAR.
    23/24.11.2009 - Fotos do parceiro George Araújo.


    Clique em "Veja todas as imagens" para assistí-las isoladamente. Caso se interesse por algumas pode salvá-las no seu computador

    quarta-feira, 18 de novembro de 2009

    NOVEMBRO: MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

    Encontrei minhas origens...
    Recomendamos que assistam e se emocionem com este lindo comercial de TV... Délio Martins, nosso Gerente da Caixa, realiza exposição em sua Agência em Vila Isabel, vamos todos conferir e prestigiar.


    e-mail de DELIO MARTINS ao IPCN:
    Prezado Adagoberto,
    Peço descupa pela demora. Estive em treinamento fora da cidade e somente hoje que
    tive acesso as mensagens vinda de Mail particular.
    Então, vejamos:
    Trata-se de uma exposição Temática com o nome de "A presença do escravo na história do Brasil e da Caixa". Mostra
    Com painéis suspensos ilustrados com litogravuras do francês Jean Baptiste Debret, onde são retratadas cenas do cotidiano dos escravos e conta a história desde a Existência da CAIXA em 1861 e várias aberturas de contas de escravos para compra de Alforria, ( À partir do 12 dia de existência da Instituição foi aberta a 59º conta por uma mulher, negra, escrava que com a economia de anos compra sua liberdade). Além dos quadros com fotos de cadernetas de poupança a exposição tem fotos de grandes heróis negros brasileiros: Lima Barreto, Luiz Gama, Machado de Assis, etc..
    Com a exposição busco a consciêntização, resgate de uma bela história, a promoção da igualdade racial, auto estima, reconhecimento...
    A exposição estará aberta à visitação durante o expediente bancário: 10:00 às 16:00.
    Endereço: Boul. ( Av) 28 de Setembro, 36, em Frente ao Pedro Ernesto e Próximo a UERJ.
    A Agência se chama 28 de Setembro, fazendo referencia a Lei do Ventre Livre ( 1871) e Sexagenário (1885).
    Localizada no Bairro de Vila Isabel, com divisa do Maracanã e Tijuca.

    O Gerente Geral é Negro, Pós graduando em História e Cultura Afrodescendente/Puc e Filiado ao MNU.

    Agora, eu é quem agradeço a recepção carinhoso de todos e todas do IPCN onde tive a grata satisfação de conhecer a grandes nomes e a grande história da Instituição e sua relevância para nós afrodescendentes. Estarei marcando com a Creuzeli uma visita a Maria Alice para encontrar uma forma de participar.

    E um agradecimento, especial para você pelo carinhoso acolhimento quando chegava um pouco perdido com minha esposa.
    Delio Martins

    segunda-feira, 9 de novembro de 2009

    NOVEMBRO: MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

    DE 05 a 30 DE NOVEMBRO


    Para visualizar algumas fotos da Solenidade de Abertura
    da SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA,
    realizada no Palácio da Cidade,
    no dia 16.11.2009

    Clique na imagem ao lado

    Mês da CONSCIÊNCIA NEGRA OFERECE PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA

    WILSON PRUDENTE
    LANÇA SEU LIVRO NA UERJ
    "A Verdadeira História do
    Direito Constitucional
    no Brasil"
    26 de novembro
    Teatro Noel Rosa
    Clique na imagem acima para ampliá-la.
    Atualmente WILSON PRUDENTE é Promotor do Ministério Público do Trabalho, PROFESSOR ADJUNTO da Universidade do Grande Rio, Colaborador da Fiocruz, Pesquisador-colaborador da Universidade Federal do Ceará e Professor da MERITUM ESTUDOS JURÍDICOS.
    Constrói toda sua trajetória política dentro do Movimento Negro com uma ativa militância em defesa da população negra e pobre deste país. Ao tornar-se procurador do trabalho sua atuação volta-se para a uma luta constante contra o trabalho escravo.
    COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS


    REFLEXÕES SOBRE A CULTURA AFRO
    Dia 26 de novembro, às 19h, a ESPM – RJ realiza um debate importante sobre a cultura africana no Brasil. O objetivo do encontro é refletir sobre a importância do resgate histórico, a preservação da identidade e a oferta de produtos e serviços voltados para a população afro-descendente dando início a uma pesquisa, qualitativa e quantitativa, em 2010.

    Clique na imagem acima para ampliá-la.




    Parceria entre a FAETEC e a Associação de Moradores do Santa Marta
    Com o objetivo dar visibilidade as ações de produção cultural e serviços, ajudando a construir um novo arranjo produtivo local e disseminando o processo de cidadania e integração social.

    Clique nas imagens acima para amplià-las.



    II Encontro KEDERE de Estudos
    Afro-Brasileiros

    ONEGRONOBRASILONEGROEMMACAÉ
    Clique nas imagens para ampliá-las



    NOITE DA DEUSA DO ÉBANO Òrúnmilà Clique na imagem acima para ampliá-la



    O Seminário "IPCN 35 ANOS! Uma Escola de Formação Política" é parte do documentário de ADUNI BENTON sobre a Instituição Carioca.
    Clique na imagem acima amplia-la

    PROGRAMAÇÃO
    MESTRE DE CERIMÔNIA: Adagoberto Arruda -- Professor, Ator e Diretor Administrativo e de Patrimônio do IPCN.

    DIA: 23 DE NOVEMBRO DE 2009
    O IPCN HOMENAGEIA
    PAI AMARO DE XANGÔ,
    MÃE BELINHA DE OXOSSE E
    PAI ZÉZINHO DA BOA VIAGEM,

    Como Mantenedores da Tradição das Matrizes Africanas.


    ● 18:00 h 1 ª Mesa - Abertura do Seminário com saudações das Autoridades.
    - Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial;

    - Hildézia de Medeiros -- Superintendente Executiva dos Conselhos Vinculados da Secretaria de Estado de Ação Social e Direitos Humanos (SEASDH);
    - PAULÃO Santos -- Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro (CEDINE);
    - Cecília Teixeira Soares -- Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM).
    Mediadora: Aduni Benton -- Diretora do documentário "IPCN 35 Anos! Uma Escola de Formação Política", Diretora Artística da Cia. É Tudo Cena!, Membro da UNEGRO.

    »18:45 h - MOMENTO PARA O CAFÉ

    ● 19:00 h 2 ª Mesa - A influência do IPCN NACIONAL NO COMBATE AO RACISMO.
    - João Jorge -- Mestre em Direito Público pela UnB, advogado e Presidente do Olodum;
    - Gevanilda Santos -- Mestre em Sociologia Política da PUC / SP;
    - Milton Barbosa -- Membro fundador do MNU / Bacharelando em Economia na USP;
    - Teresa Santos -- Atriz, Diretora de Teatro, Filósofa e Militante do Movimento Negro;
    - Juarez Xavier -- Jornalista, Mestre e Doutor em Comunicação e Cultura, Membro fundador da UNEGRO;
    - Amauri Mendes -- Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Educação pela UERJ, Professor de Sociologia da UEZO - Ex-Presidente do IPCN.
    Mediador: Luiz Eduardo NEGROGUN -- Produtor Cultural, Presidente do COBRA e Presidente Regional do Movimento Negro do PDT.

    DIA: 24 DE NOVEMBRO DE 2009
    ● 18:00 h 1 ª Mesa - A CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO NO RJ - Décadas de 70/80.
    - Yedo Ferreira -- Bacharelando de Matemática pela UFRJ, Membro Fundador do PCN, Membro Fundador do MNU;
    - Suzete Paiva -- Professora e Membro da UNEGRO;
    - Ana Felippe -- Pós-graduada em Filosofia, Coordenadora do Memorial Lélia Gonzalez, Fundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN, Presidente da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos - SEAF;
    - Wilson Prudente -- Procurador do Ministério Público do Trabalho;
    - Edialeda Salgado -- Médica e Presidente Nacional do Movimento Negro do PDT;
    - Jorge Coutinho -- Presidente Nacional do PMDB Afro, Presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro - SATED / RJ, Fundador do IPCN e Fundador do GRANES Quilombo.
    Mediadora: Angélica Basthi - Jornalista.

    ● 19:45 h - MOMENTO PARA O CAFÉ

    ● 20: 00h 2 ª Mesa - EXPERIÊNCIAS DE GESTÃO, CONQUISTAS, DIFICULDADES E LEGADOS.
    - Benedito Sergio -- Representante da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro;
    - Orlando Fernandes -- Capitão, Mecanico de Manutenção de Aeronaves Mecanico e Ferramenteiro, Publicitario e Produtor Gráfico, antigo militante do partidão e fundador do PDT, fundador do IPCN e GRANES Quilombo;
    - Paulo dos Santos Roberto -- Professor e Assessor Especial da Superintendência de Igualdade Racial;
    -Abgail Paschoa -- Militante Histórica do Movimento de Mulheres e Homens Negros;
    - Januário Garcia -- Fotógrafo de reconhecimento Internacional, Liderança do Movimento Negro no Rio de Janeiro, Pioneiro no regitro iconográfico do movimento negro a partir dos anos 70;
    - Sebastião Soares -- Pós Graduado em História da África;
    - Amauri Silva -- Diretor do Centro Cultural José Bonifácio;
    - Maria Alice Santos -- Produtora Cultural e Presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN.
    Mediador: Júlio Tavares --
    Antropólogo.
    ________________________________________________________
    Como chegar? (Clique na imagem para ver)

    ATÉ LÁ, ESPERAMOS POR VOCÊ...

    I Colóquio Internacional - Saberes da Diáspora Africana no Brasil

    Clique na imagem acima para ampliá-la e no link abaixo para obter mais informações


    http://www.laboratoriodeoralidadeememoria.blogspot.com/

    sexta-feira, 6 de novembro de 2009

    MULHER NEGRA MULHER

    Nossa Presidente MARIA ALICE SANTOS, Mulher de muita fibra, é uma das mulheres que mereceram destaque no evento que homenageia a MULHER NEGRA, dentro das comemorações do DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 20 de novembro - e o DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - 25 de novembro.

    O Cenógrafo Flávio Rocha e o Fotógrafo Ernane Pinho desenvolvam a exposição fotográfica “Mulher NEGRA Mulher”, através de seu olhar e de sua realidade.
    A exposição traz as mais diversas representações femininas, com a
    sensibilidade de seu dia a dia, com seu colorido, com seu preto e seu
    branco, focando personalidades do mundo acadêmico, artístico, literário,
    esportivo, político, liderança comunitária entre outros. Mulheres, enfim.

    A exposição traz também telas dos artistas plásticos Nilza Rocha e Almir
    Horáccio, esculturas de Fátima do Rosário e um Jardim das Iyabás da Lucia Nascimento.

    As mulheres homenageadas responderam a uma pergunta: O que é ser uma “Mulher NEGRA Mulher?” que foi gravada em áudio, se prestando a sonorização do ambiente de exposição.
    Haverá um nicho com objetos femininos para que o público visitante possa se enfeitar, caso queiram, e se auto fotografar através de uma máquina
    fotográfica disponível, dando o seu tom interativo. Posteriormente as
    fotografias alimentarão diariamente um Blog da exposição na internet.
    Em torno da exposição transitarão durante o mês de novembro performances artísticas, exibições de vídeo e debates acerca do tema.

    Exposição: Mulher Negra Mulher
    Data: 07 a 29 de novembro
    Galeria – SESC de Ramos
    Rua Teixeira Franco, nº 38 - Ramos

    Terça a sexta, das 9h às 18h
    Sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h
    Coquetel de abertura: dia 07 de novembro,
    às 14h, com apresentações artísticas de música e dança.


    COMO CHEGAR? (consulte o mapa):


    Maiores informações:
    Flávio Rocha
    (21) 2471-1641 / (21) 8184-1932 / (21) 9680-4040
    ERNANE PINHO
    (21) 2603-6536 / (21) 9747-9212


    quinta-feira, 5 de novembro de 2009

    CONCEIÇÃO EVARISTO brilha em New York no CONGRESSO DE ESCRITORAS

    Escritora / Poeta / Educadora - Conceição Evaristo nasceu 1946 em Belo Horizonte. Emocionou o público na BEA (Brazilian Endowment for the Arts) Biblioteca Brasileira de Nova York, durante a I Conferência de Escritoras Brasileiras em Nova York, organizado pela REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras, em 16 de Outubro de 2009.

    ASSISTA AO VÍDEO

    quinta-feira, 22 de outubro de 2009

    O MUNDO DA MODA mais uma vez se rende à beleza e competência das MODÊLOS E MANEQUINS NEGRAS

    AÇÃO AFIRMATIVA MARCA DESFILE DA MARIA BONITA

    Somos todos sabedores que o comércio precisa exercer sua função mercantilista (objetivando aumentar o potencial de vendas), mas podemos referenciar o Espaço Maria Bonita, marca carioca que no dia
    21 de outubro lançou nova coleção em São Paulo (Rua Oscar Freire, 702, São Paulo), como uma forma de AÇÃO AFIRMATIVA, em sua campanha para o verão 2010.

    O LANÇAMENTO FOI MARCADO PELA BRILHANTE PRESENÇA DE NADA MENOS QUE 21 (isto mesmo: vinte e uma) MANEQUINS NEGRAS (haja alta autoestima), que deram vida as criações, fotografados por Bob Wolfenson com direção de Rafic Farah e da estilista Danielle Jensen.
    Uma novidade: as fotos serão impressas em lâminas de voal e expostas na loja.
    A convidada especial, para o show, foi nada menos que NEGRA LI.




    CLIQUE PARA ASSISTIR O MAKING OF: Black is Beautiful

    Fonte: RG Vogue
    Fotos: Divulgação


    Milton Gonçalves & Nei Lopes coordenam SEMINÁRIO AFRO no SESC Tijuca


    III SEMINÁRIO INSERÇÃO E REALIDADE
    03 e 04 de novembro
    SESC TIJUCA - Teatro I
    ENTRADA FRANCA

    Rua Barão de Mesquita, 539 - Tijuca - Rio de Janeiro
    Informações e inscirções:
    www.festivalafro.com.br

    PROGRAMAÇÃO:
    03 de novembro de 2009
    9h30 às 12h - 1ª Mesa:
    EDUCAÇÃO: ACESSO TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS
    O acesso à educação é um fator fundamental para o alcance de melhores oportunidades e rendimento no mercado de trabalho. Ampliar o acesso à educação constitui um poderoso agente de inclusão social e promoção da igualdade. No início do século XXI, mais da metade da população negra adulta tinha menos quatro anos de estudo do que os brancos. Quais as políticas públicas que efetivamente contribuem para a diminuição das desigualdades? Que outras medidas podem beneficiar a população negra em curto prazo?
    *Moema de Poli Teixeira
    (cientista social, pesquisadora titular do IBGE,trabalhando em temas como ensino superior, indicadores sociais, cor da população, políticas públicas e identidade racial)
    *Helena Theodoro
    (pedagoda, pesquisadora de cultura popular brasileira e de políticas públicas na diáspora africana
    *Kabengele Munanga
    (antropólogo, titular da faculdade de Filosofia da USP, vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea)
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    INTERVALO PARA ALMOÇO
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    14h às 16h30 - 2ª Mesa:
    MERCADO DE TRABALHO E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
    As disparidades de renda entre negros e brancos. As diferenças de remuneração, a restrição de oportunidades e as propostas para mudanças. Soluções e barreiras que dificultam a mobilidade social e econômica da população negra. Inserção nas novas qualificações profissionais: informática, energia sustentável, cultura digital.
    *Mário Lisboa Theodoro
    (economista, diretor de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais do IPEA, atuando em temas como mercado de trabalho, inclusão social e políticas sociais)
    *Carlos Alberto Medeiros
    (historiador, com experiência em temas como escravidão, história regional, hierarquia social e pensamento brasileiro)
    *Ciro Torres
    (especialista em Responsabilidade Social do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - IBASE)
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    4ª feira, 04 de novembro de 2009
    10h às 12h - 3ª Mesa:
    REESCREVENDO A HISTÓRIA DO BRASIL
    A história do Brasil contada a partir de uma visão eurocentrista, e os mitos e distorções por ela criados. O reconhecimento da cultura negra e da contundente participação dos afro-descendentes na construção e formação da identidade brasileira. A história negra como matéria obrigatória no currículo escolar. A história e a cultura afro-brasileiras na visão dos seus próprios cidadãos.
    *Joel Rufino dos Santos
    (historiador, escritos e uma das maiores referências em história africana e afro-brasileira no país)
    *Hiram da Costa Araújo
    (médico e pesquisador de Carnaval, diretor cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro)
    *Lígia Santos
    (advogada, museóloga, pesquisadora de cultura popular brasileira e
    presidente de honra do Clube da Maior Idade)
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    INTERVALO PARA ALMOÇO
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    14h às 16h - 4ª Mesa:
    A SAÚDE DO BRASILEIRO
    A saúde no Brasil: a mestiçagem e os aspectos decorrentes desse encontro. Doenças de maior incidência entre afro-descendentes: anemia falciforme, hipertensão arterial, infecção pelo vírus HTLV-1 e outras - tratamento, prevenção e diagnóstico. A fisiologia do afro-descendente e seu destaque em esportes que exigem explosão física, reflexo e maleabilidade. Doenças sexualmente transmissíveis e comportamento sexual do brasileiro. A maior ocorrência de gravidez na adolescência entre as afro-descendentes: fruto das desigualdades sociais e econômicas?
    *Mara Ribeiro
    (professora e coordenadora executiva do Fórum de Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro - FEMN-RJ)
    *José Moreira Pinto
    (médico e psicólogo)
    16h às 17h30 - 5ª Mesa:
    POLÍTICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS
    *Ahyas Siss
    (cientista social e coordenador e pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros da UFRRJ)
    *Elisa Larkin
    (escritora, doutora em psicologia pela USP e presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros - IPEAFRO)
    *Júlio Cesar Tavares
    (antropólogo, membro do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF)
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    Evento integrante do

    III Festival de MÚSICA, DANÇA e CULTURA AFRO-BRASILEIRAS

    sexta-feira, 16 de outubro de 2009

    ADINKRA SABEDORIA EM SÍMBOLOS AFRICANOS

    Elisa Larkin Nascimento e Luiz Carlos Gá convidam para o lançamento do livro:
    ADINKRA SABEDORIA EM SÍMBOLOS AFRICANOS

    Por eles organizado e lançado pela Editora Pallas, Quinta-feira dia 29 de outubro, 19 horas na Livraria do Museu da República, Rua do Catete, 153, 2556-5828 / 22638133

    Adinkra Sabedoria em Símbolos Africanos
    Elisa Larkin Nascimento - Luiz Carlos Gá
    1a edição - 13x18cm / ISBN 978853470429-8
    216 páginas - cód. 2329 / R$ 35,00
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    Adinkra vem em boa hora destacar o universo filosófico e estético asante que se tornou patrimônio do país de Gana e que depois viajou ao outro lado do mundo. Ao reunirem os símbolos adinkra, os organizadores deste volume nos propiciaram um recurso exemplar que muito contribuirá para fertilizar o terreno da consciência sobre as cosmovisões da África continental e o seu significado para o Brasil e para as sociedades do hemisfério americano. Em português, inglês, francês e espanhol.

    EDITORA PALLAS
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    Recebido via e-mail de Luiz Carlos Gá e Memoria Lélia Gonzalez

    sábado, 10 de outubro de 2009

    Mãe Beata: de criança pobre a integrante de fórum para a paz

    Em entrevista ao repórter Edney Silvestre (RJTV).
    Ativista social ressalta que o mundo foi feito para a convivência.


    Mãe Beata de Iemanjá tem uma atuação social destacada em Nova Iguaçu, onde ajuda todo tipo de gente necessitada. Faz parte do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e é integrante do Fórum Espiritual para a Paz Mundial.

    Fazer o bem sem olhar a quem. Você conhece a frase, e ela se aplica perfeitamente a nossa entrevistada no Bate-Papo deste sábado (10). No registro civil, ela é Beatriz Miranda Costa. Mas todos os que necessitam do auxílio dela a conhecem como
    Mãe Beata de Iemanjá.


    RJTV: Quem vê a sua história, com viagens internacionais, livros publicados, uma boa vida, não imagina a sua infância. Como era a vida de criança?
    Mãe Beata, ativista social: Olorum, o deus onipotente, quando nos manda para o mundo no qual estamos, já sabe de tudo. Ele sabia que ia mandar a menina Beatriz e que depois ela tomaria outros caminhos. Se não fosse a vinda dessa Beatriz, não estaria aqui e agora uma menina que foi filha de afrodescendentes, paupérrima, nascida da fome e com tanta história em papelzinho para tirar de dentro do saco. Uma menina que aprendeu a ler em papel velho, porque o pai achava que menina não tinha que aprender a ler, para não escrever cartas para namorados. Uma vez, um ministro me perguntou qual era meu grau de instrução. Eu disse que tinha até o terceiro ano primário. Ele disse que naquele momento teve vontade de jogar tudo que aprendeu fora.

    RJTV: É outra sabedoria.
    Mãe Beata: É uma sabedoria ancestral. Eu encontrei muita gente para me ajudar. Tudo isso me tornou esta mulher, que tem a sensibilidade de saber que é negra, porém é uma cidadã brasileira, o seu povo ajudou a construir esta nação. Onde ela estiver, pode dizer que é uma mulher brasileira.

    Conta sobre o trabalho com mulheres, crianças, portadores de HIV.

    Eu sou a favor de todo aquele ao qual a sociedade nada dá e tudo cobra, maltrata.

    RJTV: Como a senhora ampara e orienta essas pessoas?
    Mãe Beata: Quase sempre essas pessoas me procuram. Eu aconselho, principalmente em casos de promiscuidade. A pessoa que é gay não precisa ser promíscua. Para tudo na vida a pessoa tem que ter dignidade. Os adolescentes estão precisando de voz, de amor de pai e de mãe, de família. Estão precisando disso.

    RJTV: Uma pergunta é importante para que todos entendam sua visão da vida: a senhora tem medo de morrer?
    Mãe Beata: Não. Na visão de mundo ioruba não existe morte. Nós somos como um perfume delicioso dentro de um vidro. Esse vidro pode cair e se quebrar, porém, aquela essência fica. A morte para mim é isso. É o que vai acontecer comigo. O meu feito ficará na lembrança e sustentará meu povo e a mim onde eu estiver. Eu sou de candomblé, porém, faço parte da Igreja Católica. Eu amo o padre Renato, que também tem um trabalho maravilhoso. Ele é meu amigo inseparável. O mundo foi feito para isso, para você me ouvir e eu lhe ouvir, para a convivência. Quando vi seus olhos cheios de lágrimas, os meus encheram também para você ver. A pior coisa é você chorar e o outro sorrir na sua frente. Que todos os deuses da natureza tomem conta da nossa nação, que haja menos violência, tomem conta das minhas crianças do morro. Elas não são da rua, são do meu coração. Nós temos que estar aqui para servir de exemplo. É o que eu desejo para todos.

    Matéria extraída do site g1.com.br/rjtv

    Assista ao vídeo da entrevista na Coluna BATE-PAPO no RJTV-1ª Edição de 10.10.2010.

    quarta-feira, 7 de outubro de 2009

    Seminário na ABI discute o papel da mídia no debate sobre Igualdade Racial

    Que causa poderia unir o arquiteto Oscar Niemeyer, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, os antropólogos Roberto da Matta e Otávio Velho, o jurista Fábio Konder Comparato, os ministros do STF Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa Gomes, Celso Mello e Carlos Ayres Britto, os jornalistas Miriam Leitão, Elio Gaspari e Ancelmo Góis, os atores Lázaro Ramos, Wagner Moura e Taís Araújo, os compositores e cantores Gilberto Gil e Martinho da Vila? Resposta: as políticas de ação afirmativa, que incluem as polêmicas cotas para negros nas universidades. Por que, então, essas figuras tão relevantes de nossa sociedade não costumam ser entrevistadas sobre esse tema? Seria isso produto de uma ação deliberada de grande parte da mídia brasileira, possivelmente interessada em fabricar uma opinião pública contrária a essas políticas?

    Esse é o tema central do Seminário Comunicação e Ação Afirmativa: O Papel da Mídia no Debate sobre Igualdade Racial, que será realizado nos dias 14 e 15 de outubro no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro), no horário de 13h30min a 17h30min. Com a presença de grandes nomes da mídia brasileira, ao lado de especialistas acadêmicos e ativistas do movimento social, o seminário – fruto da parceria entre a ABI, o Conselho Municipal dos Direitos do Negro (Comdedine) e a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), com apoio da Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial do Município do Rio de Janeiro (CEPIR) – pretende suscitar um debate que vai além dos limites de seu tema, pois envolve o papel da mídia numa sociedade democrática, suas responsabilidades e limites.

    SEMINÁRIO COMUNICAÇÃO E AÇÃO AFIRMATIVA:
    O PAPEL DA MÍDIA NO DEBATE SOBRE IGUALDADE RACIAL


    Realização: ABI, COMDEDINE, COJIRA, SEPPIR, CEPIR

    Local: Associação Brasileira de Imprensa – Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro - Rio de Janeiro - RJ

    PROGRAMAÇÃO
    Dia 14 de outubro

    14h – Mesa de Abertura com representantes das entidades organizadoras, Sindicato dos Jornalistas

    15h30min – Cobertura da Ação Afirmativa no Brasil
    Ancelmo Gois (O Globo)
    Kássio Motta (autor de pesquisa acadêmica sobre a cobertura do tema pelo Globo)
    João Feres (IUPERJ)

    Dia 15 de outubro

    13h30min – A Responsabilidade Social da Mídia e o Debate sobre Raça
    Muniz Sodré
    Maurício Pestana (revista Raça)
    Márcia Neder (revista Cláudia)

    15h30min - Da Opinião Publicada à Opinião Pública: A Fabricação de um Consenso Anticotas no Brasil
    Miriam Leitão (O Globo)
    Rosângela Malachias (CEERT)
    Carlos Alberto Medeiros (CEPIR)

    Recebido via e-mail

    segunda-feira, 5 de outubro de 2009

    Importante decisão judicial pode ser útil para muitos de nós


    Recebido de Memória Lélia Gonzalez, via e-mail, por considerar de UTILIDADE PÚBLICA.

    Hotel é impedido de revistar bolsas de funcionários


    A 2ª Subseção de Dissídios Individuais e Coletivos (Sedi2) do TRT5 negou, em julgamento ocorrido no último dia 16, que um hotel localizado em Costa do Sauípe possa revistar os pertences dos seus funcionários na saída do expediente, mesmo que essa revista seja feita sem contato físico, com a abertura de bolsas e sacolas pelos trabalhadores diante dos seguranças. A matéria é controversa e, no mesmo caso, já houve uma liminar, deferida pelo juiz da 4ª Vara do Trabalho de Camaçari e depois cassada na 2ª Instância do Tribunal, impedindo a empresa de realizar a vistoria (Ação Civil Pública nº 01495-2008-134-05-00-8).

    No acórdão (decisão) da Sedi2, prevalece o argumento de que a revista visual se constitui em ato ilegal e abusivo por ferir a dignidade da pessoa humana e constituir afronta ao princípio da presunção da inocência, além de ser desproporcional e fora dos limites da razoabilidade. Segundo os desembargadores que compõem o órgão, embora o Tribunal Superior do Trabalho venha admitindo a possibilidade de revistas no ambiente de trabalho, é essencial que ela seja praticada de forma reservada e respeitosa.

    “Se diariamente os trabalhadores - e apenas estes - são submetidos à abertura de bolsas e sacolas pessoais… é vexatório, constrangedor, discriminatório e abusivo o ato, injustificável mesmo diante da necessidade de preservação do patrimônio da empresa, que pode encontrar outras maneiras de defendê-lo.”, afirma o acórdão, e vai além: ‘Se a preocupação é mesmo a segurança e a defesa do patrimônio, porque somente os trabalhadores devem ser revistados? E os hóspedes, os demais clientes, os fornecedores, os seguranças que fazem a revista? Estão eles acima de qualquer suspeita? Sim, estão, porque é princípio fundamental a presunção da inocência da pessoa humana, devendo-se guardar para os empregados, portanto, o mesmo tratamento’.

    Ainda segundo o acórdão, não se pode admitir como premissa que todos os trabalhadores sejam desonestos a ponto de subtrair objetos, já que, em um contrato de trabalho, a confiança é um dos caracteres principais.

    A liminar da 4ª Vara de Camaçari, de dezembro de 2008, além de impedir a revista, estabelecia multa de R$ 5 mil para cada ocorrência. A empresa, em sua defesa, entrou com mandado de segurança alegando ter sido vítima de pré-julgamento, e que os funcionários passavam por uma porta detectora de metais e só eventualmente era solicitado que exibissem o conteúdo de suas bolsas ou sacolas. Na segunda instância do TRT, o hotel obteve uma segunda liminar, a qual reconhecia que ainda não havia prova suficiente para justificar a expedição da primeira.

    Finalmente, no julgamento do último dia 16, os desembargadores que compõem a Sedi2 se posicionaram unanimemente contra a revista, acompanhando o voto da relatora Luíza Lomba, considerando elementos apresentados pelo Ministério Público do Trabalho e seguindo jurisprudência que questiona a legitimidade desse tipo de prática. Ainda cabe recurso da decisão, mas, por enquanto fica mantida a proibição de a empresa vistoriar os pertences dos trabalhadores.

    Mandado de Segurança nº 00439-2009-000-05-00-1
    Fonte: TRT - 5ª Região

    www.leliagonzalez.org.br
    Blogs - Ações Afirmativas / Informa / Continente África

    sábado, 3 de outubro de 2009

    DESABAFO DO ESCRITOR NEI LOPES

    Recebido de Luiz Carlos Gá, por e-mail.

    Subject: Prêmio Jabuti - aos meus verdadeiros amigos

    MEU JABUTI NÃO É UM QUALQUER

    Querido (a) Amigo (a):
    Meu livro "História e Cultura Africana e Afro-Brasileira" (Barsa Planeta 2008) faturou o Prêmio Jabuti na categoria de livros didátcos e paradidáticos. Essa categoria é esnobada pela crítica e pela mídia, tanto que só o resultado das "principais" foi amplamente divulgado, com as vitórias dos escritores de sempre, principalmente o inegavelmente grande Moacyr Scliar, com mais um de seus romances eminentemente étnicos.
    Entretanto, meu jabuti "não é um qualquer", como diz minha amiga Alcione, a "Marrom". Pois fala de coisas que nunca foram ditas, no Brasil, em nenhum livro de grande tiragem e alcance, como ele já é, eis que finamente produzido e amplamente distribuído em âmbito nacional. Ele toca na "mestiçagem cenográfica", no engodo da "cultura periférica", na "cidadania hip-hop", além é claro de se enquadrar, do ponto de vista da História, na linha pedagógica da Afrocentricidade.
    Por isso eu estou muito feliz. Da mesma forma que durante esses anos todos eu me fingi de "sambista otário" pra poder ganhar meu dinheirinho e dar uma "banda" no racismo e na exclusão (rs,rs,rs), hoje eu entro no Jabuti pela porta do livro didático pra, daqui a pouco, lançar 2 romances (ainda este ano) os quais, se não forem premiados, pelo menos vão me fazer reconhecido como ESCRITOR, que é o que hoje mais me agrada ser.
    Desculpe o desabafo. Mas é um desabafo alegre, gostoso.Que vai culminar amanhã, dia 4 de outubro, numa grande festa, em nossa comunidade religiosa, em louvor de IFÁ-ORUMILÁ, o responsável por isso tudo.
    Muito obrigado pelo carinho e pelo incentivo.
    Ibya orubo! (saudação altamente positiva, usada na nossa fraternidade)
    a) o amigo Nei Lopes

    Sobre NEI LOPES
    Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor e escritor brasileiro.
    Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira.
    Sambista, compositor popular e, hoje, cada vez mais escritor, Nei vem, pelo menos desde os anos 80, marcando decisivamente seu espaço, às vezes com guinadas surpreendentes.
    Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas.
    Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como Guinga, Zé Renato e Fátima Guedes.
    Meu Lote - blog de Nei Lopes
    • Nei Lopes na Agenda do Samba & Choro
    • Nei Lopes no site CliqueMusic
    • Nei Lopes no site MPBNet
    • Dicionário Cravo Albin de MPB
    • Nei Lopes na REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO
    Origem: Wikipédia
    Biografia de Nei Lopes inaugura a SÉRIE SOBRE NEGROS BRASILEIROS

    segunda-feira, 28 de setembro de 2009

    COMBATENDO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA RJ vai sediar Seminário Nacional sobre Proteção à Liberdade Religiosa

    Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) promove, no Rio de Janeiro, o Seminário Nacional sobre Proteção à Liberdade Religiosa.

    Voltado a religiosos, intelectuais, políticos, educadores, estudantes, pesquisadores e artistas, o evento irá colher subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Proteção e Promoção da Liberdade Religiosa no Brasil. Os painéis e debates abordarão temas como o papel do Estado e dos meios de comunicação, os instrumentos jurídicos existentes contra o racismo, a discriminação racial e a intolerância religiosa.

    O Seminário é uma parceria da SEPPIR com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e conta com apoio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Rede Globo. Será realizado no Auditório Oscar Guanabarino da ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71). Para mais informações, o telefone da SEPPIR é (61) 3411-3628 / 3635.

    Confira a programação
    30/9
    Às 9h: Painel 1 - Estado Laico e Liberdade Religiosa
    Coordenação: Carlos Alberto Ivanir dos Santos, diretor executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP)
    Expositores:
    - Edson Santos, ministro da SEPPIR
    - Benedita da Silva, secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro
    - Jorge da Silva, cientista político e coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
    - Lidivaldo Reaiche Raimundo Brito, procurador-geral de Justiça do estado da Bahia
    Às 14h30: Painel 2 - Sistema de Ensino, Cultura e Respeito à Diversidade Religiosa
    Coordenação: Martvs Antonio Alves das Chagas, subsecretário de Políticas para Ações Afirmativas da SEPPIR
    Expositores:
    - Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH)
    - Diane Kuperman, conselheira da Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro
    - Maria Cristina Marques, pesquisadora em cultura africana da Fundação Educacional de Macaé
    - Francisco Ivern Simó, vice-reitor para Assuntos de Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
    1º/10
    Às 9h - Painel 3: Meios de Comunicação e Respeito à Liberdade Religiosa
    Coordenação: Manuela Pinho Azevedo de Souza, subsecretária de Planejamento e Formulação Política da SEPPIR
    Exposição:
    - Joel Rufino dos Santos, historiador e escritor
    - Cleidiana Ramos, jornalista do jornal "A tarde"
    - Joel Zito Araújo, cineasta e pesquisador em Comunicação
    - Maurício Azedo, jornalista, presidente da Associação Brasileira de Imprensa
    - Zezé Motta, superintendente de Promoção da Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro
    Às 11h30 - apresentação de "O Sagrado", por Luis Erlanger
    Às 14h - Painel 4: Criminalização dos atos e manifestações de racismo, discriminação racial e intolerância religiosaCoordenação: Alexandro da Anunciação Reis, subsecretário de Políticas para as Comunidades Tradicionais da SEPPIR
    Exposição:
    - Manoel Jorge e Silva Neto, procurador do Ministério Publico do Trabalho da Bahia
    - Augusto Sérgio dos Santos de São Bernardo, advogado e professor da Universidade Estadual da Bahia
    - Maria Bernadete Azevedo, procuradora de Justiça, coordenadora do Grupo de Trabalho contra o Racismo Institucional do Ministério Público de Pernambuco
    - Eloi Ferreira de Araújo, secretário-adjunto da SEPPIR

    Comunicação Social da SEPPIR /PR

    (61) 3411-3696/3659

    segunda-feira, 21 de setembro de 2009

    COMBATENDO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA Em defesa da Liberdade Religiosa

    Mais de 80 mil lotam Copacabana e pedem fim da intolerância
    Fonte: Afropress: Foto - O Globo - 20/9/2009

    Rio - Uma multidão de mais de 80 mil pessoas tomou a Avenida Atlântica, na orla de Copacabana neste domingo (20/09), na II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que reuniu religiões de matriz africana, católicos, evangélicos, kardecistas, judeus, ciganos, presbiterianos e muçulmanos.

    Durante a Caminhada, a ex-governadora e atual Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio, Benedita da Silva, foi impedida de subir num dos carros de som pelo coordenador do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), o babalaô Ivanir dos Santos, porta-voz da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.
    Segundo Ivanir a Comissão “não recebeu nenhum comunicado do governador Sérgio Cabral sobre o envio de representantes" e que por isso Benedita não tinha autorização para subir em um dos carros. Segundo ele, a Caminhada não faz parte de movimentos políticos e só representa uma amostra da força da democracia em relação à liberdade religiosa, e por isso, nenhum ocupante de cargo político teria autorização para falar sem aviso prévio.

    O ministro chefe da Seppir, deputado Edson Santos (PT-RJ), participou da Caminhada e falou de cima de um carro de som, em defesa da Liberdade Religiosa e do fim da intolerância.

    Concentração

    A concentração para a Caminhada começou por volta das 10h30, quando cerca de 30 mil pessoas – segundo avaliação do coronel PM Ubiratam Ângelo – já se concentravam nos postos 5 e 6 da praia.

    Na coletiva à Imprensa, representantes do Ministério Público do Rio de Janeiro, das Igrejas Católica e Evangélica, das Comunidades Espírita, Islâmica, da Umbanda e do Candomblé, defenderam a unidade e pediram um basta à intolerância religiosa.

    Segundo o promotor de Justiça, Marcos Kac, indicado para a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, para falar em nome do Ministério Público, é dever do MP zelar pela liberdade de culto religioso, já que este é um direito previsto na Constituição Federal.

    “O Ministério Público do Rio de Janeiro está apoiando essa ação de basta à intolerância religiosa. É nosso dever velar pela livre manifestação de culto, de fé e de religião. O Estado vê esta caminhada com bons olhos , pois a liberdade religiosa é um ato em defesa da democracia-, afirmou”.

    Intolerância

    Foi no Rio que aconteceram, em julho passado, as primeiras prisões por intolerância religiosa, no Brasil. Na última sexta-feira (18/09), um pastor evangélico tumultuou o Festival Mundial de Ifá, que se realizava na Assembléia Legislativa de S. Paulo, e foi detido e levado ao 36º DP de Vila Mariana (veja matéria em Afropress).

    Segundo os organizadores, o evento contou com delegações de países como Argentina, Angola, Congo e Nigéria, além de 23 estados brasileiros.

    “Todo mundo tem o direito a escolher o que quer para si. No meu caso, resolvi ser umbandista. As pessoas têm que respeitar”, afirmou Elisângela de Lima Basílio, gestora de Marketing.

    CLIQUE PARA ASSISTIR AO VIDEO NA GLOBO.COM

    sábado, 19 de setembro de 2009

    ORGULHO DA RAÇA - Taís Araújo faz cair a "rubrica" que perseguia Artístas Negras/os

    Pronta para brilhar
    Aulas de etiqueta e de idiomas na infância,
    tratamentos estéticos para perder peso
    e muita, muita disciplina. Como a atriz
    Taís Araújo, estrela da novela das 8,
    se preparou para o momento mais
    importante de sua carreira


    Alessandra Medina
    Taís, no auge da forma: "Fiquei desesperada quando li que,
    na primeira cena, minha personagem estaria de biquíni,
    correria e se sentaria em um banana boat"

    Desde sempre para que um ator negro ou uma atriz negra realizassem um trabalho, após o nome da personagem a ser interpretada vinha a palavra negra/negro, entre parênteses, as chamadas "rubricas".
    Esta palavra sempre foi o limitador para papéis importantes na diversas expressões artísticas.
    Desta vez, na novela de Manuel Carlos - "VIVER A VIDA" - protagonizada pela atriz Taís Aragujo, qualquer atriz, de qualquer raça poderia interpretar o papel, bastava ser jovem e bonita.
    Vamos ficar de olho para que esta atitude passe a ser uma constante nos roteiros futuros, sem que com isso os negros e as negras sejam banidos/as das atividades que envolvam as artes cênicas

    Clique no link e leia a mátéria completa na revista Veja Rio

    sexta-feira, 18 de setembro de 2009

    COMBATENDO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA Vamos manifestar o nosso desejo e NECESSIDADE de liberdade!

    II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
    video



    quinta-feira, 17 de setembro de 2009

    JOÃO CÂNDIDO, o Almirante Negro

    Aproxima-se uma data muito importante para a História de nosso País, que resgata um momento que se tornou o divisor de águas, não só para os Afro-descendentes, mas também, para todo cidadão Brasileiro:
    A REVOLTA DA CHIBATA.
    Depois da experiência vitoriosa obtida com o projeto da estátua do “Almirante Negro” João Cândido as Entidades envolvidas no referido projeto, resolveu constituir um Comitê que terá a finalidade de organizar as comemorações dos 100 anos desse memorável feito.
    Hoje, dia 14/09 (segunda-feira) às 18:00 h, no SINDICATO DOS METROVIÁRIOS-AVENIDA RIO BRANCO, 277 – 4º ANDAR – CENTRO - RJ, foi instalado o COMITÊ ORGANIZADOR 100 ANOS DA REVOLTA DA CHIBATA EM 2010 e que também contou com a entrega de réplicas da estatua de João Cândido, finamente elaborada pelo Artista Plástico Valter Brito, a várias personalidades, entre elas : UMNA, MODAC, CUT, Conexão Zumbi-João Cândido, Magaly Cabral(Diretora do Museu da República), Ricardo Vieralves (Reitor da UERJ), Vereador Reimont, Deputado Estadual Gilberto Palmares, Elias( Sind.Metroviários), Associação Cultural Embaixada das Caricatas e outros, inclusive o nosso IPCN.
    Festa com muitas falas importantes, ligando João Candido ao Movimento Negro, como um dos seus baluartes.
    Para visualizar algumas fotos deste evento clique no link abaixo:
    http://www.flickr.com/photos/adagoberto/sets/72157622373581792/

    domingo, 6 de setembro de 2009

    Uma Instituição de respeito


    OLÁ, AMIGOS
    Neste blog, que começa hoje, poderemos cumprir alguns dos itens que são listados como objetivos desta instituição, logo aqui abaixo.
    O IPCN DERIVOU UMA SÉRIE DE INSTITUIÇÕES QUE TIVERAM COMO ESPELHO A OUSADIA DOS SEUS FUNDADORES QUE, NA DÉCADA DE 70, FALARAM E DENUNCIARAM COM CORAGEM O RACISMO E AS ATITUDES RACISTAS CAMUFLADAS, SEJA NA EXPRESSÃO ORAL OU ATÉ NAS ATITUDES FÍSICAS.
    Tentaremos postar textos dos seus sócios fundadores, que um dia, reunidos no Teatro Opinião, decidiram criar uma instituição de COMBATE AO RACISMO NO BRASIL.
    Vamos contar também com a colaboração de pessoas que acreditam que esta grandiosa instituição voltará a ser referencia, suplantando seus momentos de abandono.

    Fundação, objetivos, texto de Marcos Romão e outras novidades

    Fundado em 08 de junho de 1975, com sede própria na Avenida Mem de Sá nº 208.
    Conforme o Título I, artigo 2º do seu estatuto, são objetivos do IPCN:


    a. Estudar, pesquisar, denunciar e combater o racismo e a discriminação racial representado em suas mais variadas formas, contra quem quer que seja e em todos os locais onde aconteça esse crime de lesahumanidade;
    b. Lutar pela igualdade de direito entre as pessoas, independentemente de sua cor, etnia, classe, raça, sexo, religião, ou credo político;
    c. Realizar, patrocinar e promover centros de estudos, cursos, palestras, conferencias, congressos, seminários, mesas-redondas, conclaves e publicações de tipos e naturezas diversos, destinados à formação, ao treinamento e ao conhecimento de todos os interessados nas questões da comunidade negra, do combate ao racismo, da discriminação e preconceitos raciais, sociais, econômicos e políticos;
    d. Realizar, patrocinar e promover estudos, pesquisas e divulgação de assuntos relativos as Culturas Negras e a participação do negro em todos os segmentos possíveis, buscando resgatar a perda de identidade própria da comunidade negra brasileira;
    e. Defender, ajudar e buscar meios sociais e jurídicos, econômicos e culturais a toda vítima do racismo e da discriminação racial;
    f. Apoiar pessoas e entidades venham a ser frontal ou simbolicamente vítimas de racismo;
    g. Proporcionar apoio àqueles que desenvolvem trabalhos de interesse do IPCN, visando realizações dos fins aqui propostos;
    h. Celebrar contratos e convênios com entidades privadas e públicas, nacionais e/ou estrangeiras, para atingir os objetivos específicos da entidade;
    i. Instalar museus, pinacotecas, discotecas, bibliotecas, arquivos, salas de audiovisual, etc.


    GALERIA dos Ex-Presidentes
    Atual Diretoria 34 anos de existência






    IPCN – Escola de cidadania e consciência
    Marcos Romão*
    A propósito da mensagem de Paulo Roberto dos Santos - 2009/03/01 - sobre o que ele chamou de “estado lastimável de conservação do prédio” do IPCN, lembrando que o IPCN - fundado em 1975 - foi uma verdadeira escola de militância política negra no Estado do RJ - Discriminação Racial - discriminacaoracial@yahoogrupos.com.br (MLG)
    É uma tarefa para todo o movimento negro do Brasil ajudar o IPCN a renascer.
    Sem me arriscar a fazer estatísticas, posso dizer que um grande número de negras e negros que ocuparam ou ocupam postos de decisão no Rio e no País, tiverem seu “nascer negro” no ou via IPCN.. Ou foram incentivados e apoiados por este Instituto (nome possível durante a ditadura). A própria Lei “Caó” remendada no Congresso Nacional, nasceu das pesquisas e documentos juntados na ação do primeiramente chamado em 1981 “SOS Negro”, depois “SOS Discriminação Racial” e, por fim, “SOS RACISMO, CIDADANIA e DIREITOS HUMANOS”, ou, simplesmente, “SOS Racismo”. Nesse período de 1981 a 1988, passou por lá praticamente todo mundo do País. Buscavam subsídios e apoio “moral” para suas demandas pelo País afora: candidatas e candidatos de partidos políticos; ativistas sociais; capoeiristas; afro-religiosos; acadêmicos de estrada e iniciantes; sindicalistas e alguns patrões; policiais; ex-policiais; ex e futuros presidiários; candidatos a governadores (não lembro se algum eleito nos visitou). Além do mais, tivemos sempre as portas abertas para as lideranças indígenas e outros grupos discriminados, que cito, como exemplo, o “Da Vida”. A característica maior do IPCN, desde sua fundação, foi o de ser um espaço base de alavanca para tudo quanto fosse grupo do movimento negro que lá aparecesse. Abdias Nascimento - nov. 1978 - em São Paulo-SP. Foto Rosa Gauditano

    Abdias Nascimento chegando do exílio; Maria Beatriz Nascimento puxando todos os que “baixavam” da academia; Caó e alguns outros “sujando” seus dedos de jornalistas e de sindicalistas de esquerda neste movimento, até então olhado com uma desconfiança do cão pelas forças “progressistas”. Em seu período de ouro, de 1981 a 1988 (na minha opinião) a Casa foi um centro de debates: junto com os ilês/casas da Bahia; com a turma sempre bem organizada de São Paulo; com os super-criativos do Rio Grande do Sul; os que botaram os direitos humanos na frente do Pará; os mineiros que foram eleitos no triângulo dos latifundiários; os do Amazonas que nos mostraram que no Brasil havia (e continua havendo, Axé!) um povo das florestas; os grupos de homossexuais, que botaram à prova a homofobia dos homens negros. Era uma “salada geral”, cheia de confusão e mal-entendidos, fofocas e uma criatividade da peste! Com reuniões que varavam a noite! E quem passasse por aquela rua escura da Avenida Mem de Sá (centro do Rio), pensaria que só tinham inimigos ali dentro. Engano! Com todas as divergências de “fundo”, colocou-se na rua, em 11 de maio de 1988, uma das manifestações mais marcantes de negras e negros brasileiras/os que se conheceu na história do Brasil. Arrisco-me a dizer, que para os negros e as negras do Brasil há o antes e o depois do “Nada mudou. Vamos Mudar”. Lá estavam lado a lados todas e todos que tinham, durante 7 anos, arrancado os cabelos uns dos outros! 1988 Marcha Farsa da Abolição. Foto Januário Garcia

    Só dou uma pista para os “acadêmicos” futuros e negrófilos de plantão: essa marcha, que tinha várias correntes participando, teve o mote e palavras de ordem de uma das correntes majoritárias, e foi em sua maior parte financiada pela outra corrente também das majoritárias. Só quem estava por fora, achava que poderíamos ser inimigos! Agora, onde é que o bicho pega? Falei dos “louros”, mas cadê a cozinha? Não se faz comida sem antes ir ao armazém! Não se faz movimento social autônomo sem ter grana, dinheiro, l´argent! De 1982 a 1988, o IPCN foi reformado e teve seus papéis colocados em dia, incluindo impostos e coisas prediais, pois já prevíamos o filé mignon que aquela região no centro do Rio iria virar. O grosso da reconstrução se deu entre 1983 e 1986. O arquiteto foi de graça (1) (2). O material de construção foi doado ou comprado com projetos, aqui e ali. Mas o principal foi o telefone e duas meninas-senhoras: Cris e a outra (meu Deus! Esqueci o nome agora! Mas quem está com a memória mais fresca vai se lembrar!) Eram militantes e funcionárias, em uma época em que nem se falava em ONG! Faziam “das tripas coração” para atender e encaminhar os casos de discriminação, a um ponto tal que as más línguas falavam que o “Informe JB” era o “diário oficial do Sos Racismo do IPCN”. Só tínhamos notícias quentes. Sei que não foram só elas, mas elas deram uma grande força, pois dentro do IPCN surgiram vários grupos de mulheres negras que hoje agitam o país. Não foi só o IPCN, eu sei, mas acho que com todo machismo arraigado entre nós negros, foi o IPCN um dos lugares do movimento negro em que nós, homens negros, começamos a ser checados. E, já em 1982, muitos de nós fizemos campanhas para mulheres negras dos partidos progressistas. Resumindo, para não ficar me alongando: renascer o IPCN é tomarmos tenência de que sem poder econômico, e sem um local de nossa propriedade, como é o IPCN, vamos ficar balançando naquela cestinha lá encima no navio do poder. Cestinha que tem um nome dado pelos colonizadores para colocarem aqueles que primeiro viam a terra, mas que quando lá chegavam não partilhavam do poder. IPCN é marca na Av. Mem de Sá. Foto Adagoberto Arruda - 2007

    É isso! É exatamente como as mulheres falam: para chegar ao poder, muito homem tem que ceder seus lugares. Para chegarmos ao poder no Brasil, os brancos vão ter que abrir mão de muitos lugares nos espaços que têm ocupado sozinhos. E, para chegarmos ao poder, só tendo e valorizando nossas propriedades coletivas, como é o exemplo IPCN. A maioria dos negros tem uma dívida muito grande com essa instituição! E os negros do Rio de Janeiro — me incluo nesses – temos uma obrigação infinita com essa Casa, com esse Ilê! Que não entreguemos a rapadura! Vamos apoiar Maria Alice Santos. E já apresento uma proposta: uma base da nossa rádio tambor, a Mamaterra Radio TV, no IPCN.
    Asé
    * Marcos Romão - Soziologe&Freier Journalist (DJU-Hamburg) Interkulturelles Komunikationszentrum Quilombo Brasil Rádioweb Mamaterra http://www.mamaterra.de/
    • (1) se não me engano, Romão se refere a Dr. Milton Lima, sócio do IPCN, que está agora, novamente, às voltas com plantas baixas e orçamentos, para a reativação do prédio. (MLG)
    • (2) Antonio Juliano é o nome do arquiteto. Meu cunhado que teve seu batismo de "negão" nos ajudando na reforma da Casa que, agora, estamos tentando salvar de novo. (Marcos Romão, no adendo) • Para acompanhar o esforço de militantes, exatamente desde 25 de novembro de 2006 - quando houve a primeira convocação de "reunião emergencial" para "resgate do IPCN", vale seguir os links dos registros feitos por Adagoberto Arruda que, incansável, tem estado todo esse tempo ao lado de Maria Alice Santos, nessa empreitada que tem sido singular e solitária, apesar de ser do conhecimento de autoridades-militantes-negras que ocupam cargos nos 3 níveis de poder: municipal, estadual e federal. (MLG)

    IPCN em 13.04.2007
    IPCN em 15-04-2007 – só fachada
    IPCN - Assembléia 10-05-2007

    O endereço de E-mail da atual Diretoria é ipcn_ipcn@yahoo.com.br

    • Texto de Marcos Romão, residindo em Hamburgo (Alemanha), em resposta na lista discriminacaoracial@yahoogrupos.com.br (conforme indicado acima).

    Editoração e observações por Ana Felippe, sócia-fundadora do IPCN nº 37.


    Extraído de http://leliagonzalez-informa.blogspot.com/search?q=ipcn




    SEMINÁRIO
    Mídia e Ação Afirmativa: A Construção de uma Opinião Pública
    Local: Centro Cultural Justiça Federal
    Endereço: Av. Rio Branco, n. 241, Centro (Saída Pedro Lessa da estação Cinelândia do METRÔ)
    Organização:AJUFE, AJUFERJES, GEMAA, IUPERJ, SEPPIR, CEPIR, COMDEDINE
    O Seminário, muito ilustrativo, teve a seguinte programação:
    Dia 09 de setembro - quarta-feira
    13h00 – Abertura
    Dr. André Fontes - Desembargador Federal
    Carlos Alberto Medeiros – Coordenador da CEPIR-RJ (Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial)
    14h30 - Coffee break
    15h00 – 16h:30 - Painel I
    A constitucionalidade das políticas de ação afirmativa: critérios adotados pela jurisprudência brasileira
    Cláudio Pereira S. Neto
    Mídia impressa e representação étnica: o modo de olhar a candidatura de Obama
    Julio Tavares
    Dia 10 de setembro – quinta-feira
    13h00 – Painel II
    Considerações sobre mídia e direito no Brasil
    Luiz Fernando Martins da Silva
    Acadêmicos contra a ação afirmativa: uma análise da argumentação pública
    João Feres Júnior
    14h30 - Coffee break
    15h00 – 16h:30 - Painel III
    Ação afirmativa: a cobertura da revista Veja
    Verônica Toste Daflon
    Cientistas sociais e a controvérsia pública em torno das cotas raciais
    Luiz Augusto Campos

    Para visualizar fotos do seminário clique no link abaixo:
    http://www.flickr.com/photos/adagoberto/sets/72157622324004558/