CAMPANHA DE RESTAURAÇÃO DA SEDE DO IPCN!

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI

Chamamento ao Movimento Social Negro do Brasil e à Sociedade Civil Brasileira em Geral
Na última terça, 12 de janeiro, a República do Haiti - o mais africano dos países da chamada América Latina -, sofreu uma tragédia sem precedentes: um terremoto que atingiu grau sete na escala Richter, o mais forte em 200 anos, pulverizou a sua capital, Port-au-Prince, de três milhões de habitantes (equivalente a de Salvador, Bahia). O sismo destruiu grande parte da precária estrutura da mais pobre nação do continente, além de sua frágil economia.

Os números da tragédia assustam. Segundo Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, “cerca de um terço” da população do Haiti – pais com nove milhões de habitantes – “foi afetado pelo desastre”. Mas, as vítimas da tragédia - que já contabiliza mais de 100 mil mortos - podem ir “muito além dessa cifra”, indicou ontem o presidente do Haiti, René Préval. Informações da agência CNN chegam a apontar cerca de meio milhão de óbitos.

Comitês de solidariedade estão sendo formados em várias partes do mundo, em especial, nas regiões de maior concentração de afrodescendentes, pois a nação haitiana é a que mais representa a luta contra a opressão racial no mundo, tendo sido a primeira república fundada por ex-escravos, em 1804, após una intensa contenda militar de quinze anos. É necessário, portanto, que o movimento negro brasileiro e demais organizações da sociedade civil mobilize-se em solidariedade às vítimas naquele país.

Esse é o momento de manifestarmos nossa real solidariedade pan-africana e agirmos no sentido de ajudar a nação que ousou desafiar o poder colonial europeu e pagar, até hoje, um alto preço por aquele fato revolucionário e humanista inédito. Foram negros, em situação de escravidão, que com a força dos ancestrais, deixaram uma mensagem de luta para toda a diáspora. Neste momento milhares de haitianos estão desabrigados e, segundo a imprensa internacional, a ajuda humanitária chega à conta gotas.

Precisamos deixar nossas divergências políticas de lado por um instante e criar instâncias de discussão e, sobretudo ação, para reparar os danos.

Nós abaixo assinados convocamos, portanto, todas as organizações e indivíduos que queiram ajudar o povo haitiano à identificar e executar estratégias de solidariedade aos nossos irmãos e irmãs. O Brasil, maior nação negra do hemisfério, em números absolutos, precisa assumir a responsabilidade histórica de lutar pela verdadeira reconstrução haitiana, sobretudo, quando os holofotes da mídia não tiverem mais direcionados à tragédia no Haiti.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em francês), coordenada pelo governo brasileiro, tem sido criticada por observadores internacionais por sua inoperância e por parte da população haitiana que a consideram uma intervenção sub-imperialista.

É preciso, portanto, que pressionemos o Governo Federal que, desde 2004, mantém tropas no Haiti, para criar um fundo financeiro com recursos públicos e de doadores individuais, para que sejam enviados alimentos, roupas e materiais para socorrer a população daquele país.

A HISTÓRIA DO HAITI

O Haiti foi inicialmente chamado São Domingo pelos espanhóis que invadiram a região, no século XV dividindo a Ilha entre Haiti (no crioulo haitiano Ayiti) e a República Dominicana. Após essa divisão, a colonização foi estendida para toda a ilha, com a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520, as atividades econômicas da Espanha no Haiti começaram a declinar e, após um acordo diplomático, a ilha é transferida para o domínio francês que inaugurou um período de escravidão africana.

Em 1754, havia 465 mil escravizados, e a elite era composta por apenas 5 mil brancos; daí o estopim para uma série de insurreições anti-escravidão e uma brutal e permanente repressão na colônia. Mas, sob a liderança do líder revolucionário, Toussaint l'Ouverture - um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual de maneira clandestina - é preparado o processo de independência por meio de uma longa contenda militar contra os exércitos da França sob ordens de Napoleão. Esse é o pesado legado histórico cujas conseqüências ficaram vigentes até os dias atuais.

L´Ouverture não viveria para ver a independência do seu País, pois foi capturado pelos franceses e levado para a França; morreu num cárcere como um criminoso qualquer. Apesar da morte de seu principal líder, o ideal da independência e da erradicação da escravidão já estava semeado nos corações dos ex-escravos.

Sob o comando do general Jean-Jacques Dessalines - um intrépido líder ex-escravo, cujas forças destruíram os melhores exércitos enviados pelo imperador Napoleão, os haitianos insurrectos expulsaram as tropas francesas e proclamam a independência, em 1 de janeiro de 1804. Com essa vitória o Haiti semeou a esperança do fim da escravidão em todo o continente americano, e deu um impulso impensável até então às lutas abolicionistas e de libertação nacional no hemisfério ocidental.

A reconstrução haitiana não será apenas uma conquista de uma ilha, mas da resistência por liberdade de toda nação negra na diáspora.

Clique AQUI, para assinar em SOLIDARIEDADE e EXIGIR que o Brasil assuma a responsabilidade histórica de lutar pela verdadeira reconstrução haitiana.


Instituto Mídia Étnica,
Memorial Lélia Gonzalez,
Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN


Mais informações sobre o Haiti
http://www.correionago.ning.com/


SAIBA AINDA MAIS SOBRE...
Memorial Lélia Gonzalez Informa

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO, PARA ACESSAR MAIS INFORMAÇÕES

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto no HAITI - País abaixo da linha da pobreza

Terremoto que atingiu Haiti pode ter matado milhares GABRIEL BUENO - Agencia Estado

PORTO PRÍNCIPE - Grupos de ajuda internacional se apressavam hoje para enviar comida, remédios e outros suprimentos ao Haiti. Ontem, o terremoto mais forte no país em mais de 200 anos derrubou vários prédios e gerou o temor de que os mortos cheguem a milhares. (Leia mais...)


Veja este 1º VÍDEO DA CATASTROFE e pense em como ajudar

Nós do MOVIMENTO NEGRO BRASILEIRO podemos nos unir (todas as entidades conclamadas) para uma mobilização em torno deste grande problema que o Povo Negro daquele país está vivendo, com a necessidade, num de seus piores momentos.

Como sugestão pensamos num ponto de coleta de alimentos não perecíveis, através das Coordenadorias da Igualdade Racial, Conselhos de Defesa dos Direitos dos Negros (onde existirem) e das Secretarias de Assistência Social dos municípios, para uma melhor viabilização na entrega e remessa aos nossos Irmãos.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Endosso da Indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz 2010


Prezado/a,


Solicitamos sua adesão como Ativista, Intelectual e/ou Participante-Responsável por Instituição, à Indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz 2010, conforme Carta (abaixo) que será encaminhada ao Presidente da República do Brasil.

Para adesão, solicitamos preencher o formulário online, clicando AQUI.

Saudações
__________________________________________________________

Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2010.

Excelentíssimo Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Senhor Presidente:

Cumprimentando-o cordialmente, vimos expor e solicitar o seguinte:

1. O nome de Abdias Nascimento, um cidadão brasileiro, está indicado oficialmente ao Prêmio Nobel da Paz de 2010.
Os Ministros Edson Santos (Igualdade Racial) e Carlos Lupi (Trabalho e Emprego)já endossaram a indicação, tal como já o fez o professor Candido Mendes (reitor da UCAM), a Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar no Senegal, o Centro para as Artes e Civilizações Negras e Africanas do Ministério da Cultura da Nigéria, e outras pessoas e organizações qualificadas do Brasil e do exterior.

2. O Estado brasileiro outorgou a Abdias Nascimento as mais altas comendas do País a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador, a Grã Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, a Grã Cruz da Ordem do Mérito da Cultura, e o Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial - assim reconhecendo a trajetória de vida e a produção intelectual desse cidadão brasileiro, bem como a sua dedicação e empenho na construção e um mundo de paz com igualdade e respeito pelos direitos humanos.

3. O Prêmio Nobel ainda não foi concedido a nenhum cidadão brasileiro.

4. Temos certeza de que essa indicação merece o apoio oficial do Estado brasileiro, inclusive porque a causa que ela representa, a da luta pela igualdade racial e pela não discriminação, é uma causa de importância simbólica para a identidade nacional brasileira.

5. Solicitamos que Vossa Excelência encaminhe ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz em Oslo o endosso oficial do Estado Brasileiro à indicação de Abdias Nascimento para o Prêmio Nobel da Paz de 2010.

6. O prazo para o endosso se encerra em 31 de janeiro próximo.

7. Abaixo assinam algumas das organizações da sociedade civil brasileira que aderem à solicitação.

Estamos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos.

Respeitosamente,
--
Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Rio de Janeiro, Brasil
ipeafro@gmail.com

Clóvis Eugêneo Georges Brigagão
Diretor, Centro de Estudos das Américas, Universidade Candido Mendes
Autor da indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz de 2010
clovis@candidomendes.edu.br

> Associação Carnavalesca Bloco Afro OLODUM (Salvador, BA)
> Associação Cultural Bloco Carnavalesco ILÊ AIYÊ (Salvador, BA)
> Associação Cultural Embaixada das Caricatas (Rio de Janeiro, RJ)
> Centro de Articulação das Populações Marginalizadas - CEAP (RJ)
> Centro do Teatro do Oprimido - CTO (RJ)
> Coletivo Steve Biko de Direitos Humanos (Salvador, BA)
> Companhia dos Comuns (RJ)
> Criola - organização de mulheres negras (RJ)
> Fala Preta! Organização de Mulheres Negras (SP)
> Geledés - Instituto da Mulher Negra (SP)
> Grupo Negrícia de Poesia e Arte de Crioulo (RJ)
> Instituto de Advocacia Racial e Ambiental - IARA (RJ)
> Instituto Palmares de Direitos Humanos - IPDH (RJ)
> Instituto Paulo Freire (Brasil)
> Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN (RJ)
> Memorial Lélia Gonzalez (RJ)
> Movimento Negro Unificado - MNU (Brasil)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

19° Encontro da Nova Consciência

Sustentabilidade e Responsabilidade Sócio-ambiental: por um Planeta Sustentável

Data: 12 a 16 de fevereiro de 2010
CAMPINA GRANDE - PARAÍBA - BRASIL

No Carnaval, vivencie a Cultura de Paz!


www.novaconsciencia.com.br