CAMPANHA DE RESTAURAÇÃO DA SEDE DO IPCN!

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VOCÊ TAMBÉM PODE PARTICIPAR! Comunique sua doação pelo e-mail: ipcn_ipcn@yahoo.com.br - Clique na imagem acima e VISITE O BLOG DA RECUPERAÇÃO DO IPCN.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NEGRO OLHAR

OFICINA DE LEITURA DRAMATIZADA

Oficina gratuita
de 23 de janeiro a 27 de março
Encontros: sábados de 10 às 13 horas
Local: Ponto de Cultura ComCausa
Rua Ataíde Pimenta de Moraes, 37 - CENTRO de NOVA IGUAÇU
Próximo da estação de trem
Limite de apenas 20 vagas para os primeiros inscritos.


INSCRIÇÕES PELO e-mail:
tatianatiburcio@yahoo.com.br


Recebido de Luiz Carlos Gá, por e-mail.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI

Chamamento ao Movimento Social Negro do Brasil e à Sociedade Civil Brasileira em Geral
Na última terça, 12 de janeiro, a República do Haiti - o mais africano dos países da chamada América Latina -, sofreu uma tragédia sem precedentes: um terremoto que atingiu grau sete na escala Richter, o mais forte em 200 anos, pulverizou a sua capital, Port-au-Prince, de três milhões de habitantes (equivalente a de Salvador, Bahia). O sismo destruiu grande parte da precária estrutura da mais pobre nação do continente, além de sua frágil economia.

Os números da tragédia assustam. Segundo Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, “cerca de um terço” da população do Haiti – pais com nove milhões de habitantes – “foi afetado pelo desastre”. Mas, as vítimas da tragédia - que já contabiliza mais de 100 mil mortos - podem ir “muito além dessa cifra”, indicou ontem o presidente do Haiti, René Préval. Informações da agência CNN chegam a apontar cerca de meio milhão de óbitos.

Comitês de solidariedade estão sendo formados em várias partes do mundo, em especial, nas regiões de maior concentração de afrodescendentes, pois a nação haitiana é a que mais representa a luta contra a opressão racial no mundo, tendo sido a primeira república fundada por ex-escravos, em 1804, após una intensa contenda militar de quinze anos. É necessário, portanto, que o movimento negro brasileiro e demais organizações da sociedade civil mobilize-se em solidariedade às vítimas naquele país.

Esse é o momento de manifestarmos nossa real solidariedade pan-africana e agirmos no sentido de ajudar a nação que ousou desafiar o poder colonial europeu e pagar, até hoje, um alto preço por aquele fato revolucionário e humanista inédito. Foram negros, em situação de escravidão, que com a força dos ancestrais, deixaram uma mensagem de luta para toda a diáspora. Neste momento milhares de haitianos estão desabrigados e, segundo a imprensa internacional, a ajuda humanitária chega à conta gotas.

Precisamos deixar nossas divergências políticas de lado por um instante e criar instâncias de discussão e, sobretudo ação, para reparar os danos.

Nós abaixo assinados convocamos, portanto, todas as organizações e indivíduos que queiram ajudar o povo haitiano à identificar e executar estratégias de solidariedade aos nossos irmãos e irmãs. O Brasil, maior nação negra do hemisfério, em números absolutos, precisa assumir a responsabilidade histórica de lutar pela verdadeira reconstrução haitiana, sobretudo, quando os holofotes da mídia não tiverem mais direcionados à tragédia no Haiti.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em francês), coordenada pelo governo brasileiro, tem sido criticada por observadores internacionais por sua inoperância e por parte da população haitiana que a consideram uma intervenção sub-imperialista.

É preciso, portanto, que pressionemos o Governo Federal que, desde 2004, mantém tropas no Haiti, para criar um fundo financeiro com recursos públicos e de doadores individuais, para que sejam enviados alimentos, roupas e materiais para socorrer a população daquele país.

A HISTÓRIA DO HAITI

O Haiti foi inicialmente chamado São Domingo pelos espanhóis que invadiram a região, no século XV dividindo a Ilha entre Haiti (no crioulo haitiano Ayiti) e a República Dominicana. Após essa divisão, a colonização foi estendida para toda a ilha, com a escravização de indígenas para a agricultura e cerâmica. A partir de 1520, as atividades econômicas da Espanha no Haiti começaram a declinar e, após um acordo diplomático, a ilha é transferida para o domínio francês que inaugurou um período de escravidão africana.

Em 1754, havia 465 mil escravizados, e a elite era composta por apenas 5 mil brancos; daí o estopim para uma série de insurreições anti-escravidão e uma brutal e permanente repressão na colônia. Mas, sob a liderança do líder revolucionário, Toussaint l'Ouverture - um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual de maneira clandestina - é preparado o processo de independência por meio de uma longa contenda militar contra os exércitos da França sob ordens de Napoleão. Esse é o pesado legado histórico cujas conseqüências ficaram vigentes até os dias atuais.

L´Ouverture não viveria para ver a independência do seu País, pois foi capturado pelos franceses e levado para a França; morreu num cárcere como um criminoso qualquer. Apesar da morte de seu principal líder, o ideal da independência e da erradicação da escravidão já estava semeado nos corações dos ex-escravos.

Sob o comando do general Jean-Jacques Dessalines - um intrépido líder ex-escravo, cujas forças destruíram os melhores exércitos enviados pelo imperador Napoleão, os haitianos insurrectos expulsaram as tropas francesas e proclamam a independência, em 1 de janeiro de 1804. Com essa vitória o Haiti semeou a esperança do fim da escravidão em todo o continente americano, e deu um impulso impensável até então às lutas abolicionistas e de libertação nacional no hemisfério ocidental.

A reconstrução haitiana não será apenas uma conquista de uma ilha, mas da resistência por liberdade de toda nação negra na diáspora.

Clique AQUI, para assinar em SOLIDARIEDADE e EXIGIR que o Brasil assuma a responsabilidade histórica de lutar pela verdadeira reconstrução haitiana.


Instituto Mídia Étnica,
Memorial Lélia Gonzalez,
Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN


Mais informações sobre o Haiti
http://www.correionago.ning.com/


SAIBA AINDA MAIS SOBRE...
Memorial Lélia Gonzalez Informa

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO, PARA ACESSAR MAIS INFORMAÇÕES

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto no HAITI - País abaixo da linha da pobreza

Terremoto que atingiu Haiti pode ter matado milhares GABRIEL BUENO - Agencia Estado

PORTO PRÍNCIPE - Grupos de ajuda internacional se apressavam hoje para enviar comida, remédios e outros suprimentos ao Haiti. Ontem, o terremoto mais forte no país em mais de 200 anos derrubou vários prédios e gerou o temor de que os mortos cheguem a milhares. (Leia mais...)


Veja este 1º VÍDEO DA CATASTROFE e pense em como ajudar

Nós do MOVIMENTO NEGRO BRASILEIRO podemos nos unir (todas as entidades conclamadas) para uma mobilização em torno deste grande problema que o Povo Negro daquele país está vivendo, com a necessidade, num de seus piores momentos.

Como sugestão pensamos num ponto de coleta de alimentos não perecíveis, através das Coordenadorias da Igualdade Racial, Conselhos de Defesa dos Direitos dos Negros (onde existirem) e das Secretarias de Assistência Social dos municípios, para uma melhor viabilização na entrega e remessa aos nossos Irmãos.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Endosso da Indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz 2010


Prezado/a,


Solicitamos sua adesão como Ativista, Intelectual e/ou Participante-Responsável por Instituição, à Indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz 2010, conforme Carta (abaixo) que será encaminhada ao Presidente da República do Brasil.

Para adesão, solicitamos preencher o formulário online, clicando AQUI.

Saudações
__________________________________________________________

Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2010.

Excelentíssimo Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Senhor Presidente:

Cumprimentando-o cordialmente, vimos expor e solicitar o seguinte:

1. O nome de Abdias Nascimento, um cidadão brasileiro, está indicado oficialmente ao Prêmio Nobel da Paz de 2010.
Os Ministros Edson Santos (Igualdade Racial) e Carlos Lupi (Trabalho e Emprego)já endossaram a indicação, tal como já o fez o professor Candido Mendes (reitor da UCAM), a Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar no Senegal, o Centro para as Artes e Civilizações Negras e Africanas do Ministério da Cultura da Nigéria, e outras pessoas e organizações qualificadas do Brasil e do exterior.

2. O Estado brasileiro outorgou a Abdias Nascimento as mais altas comendas do País a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador, a Grã Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, a Grã Cruz da Ordem do Mérito da Cultura, e o Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial - assim reconhecendo a trajetória de vida e a produção intelectual desse cidadão brasileiro, bem como a sua dedicação e empenho na construção e um mundo de paz com igualdade e respeito pelos direitos humanos.

3. O Prêmio Nobel ainda não foi concedido a nenhum cidadão brasileiro.

4. Temos certeza de que essa indicação merece o apoio oficial do Estado brasileiro, inclusive porque a causa que ela representa, a da luta pela igualdade racial e pela não discriminação, é uma causa de importância simbólica para a identidade nacional brasileira.

5. Solicitamos que Vossa Excelência encaminhe ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz em Oslo o endosso oficial do Estado Brasileiro à indicação de Abdias Nascimento para o Prêmio Nobel da Paz de 2010.

6. O prazo para o endosso se encerra em 31 de janeiro próximo.

7. Abaixo assinam algumas das organizações da sociedade civil brasileira que aderem à solicitação.

Estamos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos.

Respeitosamente,
--
Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Rio de Janeiro, Brasil
ipeafro@gmail.com

Clóvis Eugêneo Georges Brigagão
Diretor, Centro de Estudos das Américas, Universidade Candido Mendes
Autor da indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz de 2010
clovis@candidomendes.edu.br

> Associação Carnavalesca Bloco Afro OLODUM (Salvador, BA)
> Associação Cultural Bloco Carnavalesco ILÊ AIYÊ (Salvador, BA)
> Associação Cultural Embaixada das Caricatas (Rio de Janeiro, RJ)
> Centro de Articulação das Populações Marginalizadas - CEAP (RJ)
> Centro do Teatro do Oprimido - CTO (RJ)
> Coletivo Steve Biko de Direitos Humanos (Salvador, BA)
> Companhia dos Comuns (RJ)
> Criola - organização de mulheres negras (RJ)
> Fala Preta! Organização de Mulheres Negras (SP)
> Geledés - Instituto da Mulher Negra (SP)
> Grupo Negrícia de Poesia e Arte de Crioulo (RJ)
> Instituto de Advocacia Racial e Ambiental - IARA (RJ)
> Instituto Palmares de Direitos Humanos - IPDH (RJ)
> Instituto Paulo Freire (Brasil)
> Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN (RJ)
> Memorial Lélia Gonzalez (RJ)
> Movimento Negro Unificado - MNU (Brasil)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

19° Encontro da Nova Consciência

Sustentabilidade e Responsabilidade Sócio-ambiental: por um Planeta Sustentável

Data: 12 a 16 de fevereiro de 2010
CAMPINA GRANDE - PARAÍBA - BRASIL

No Carnaval, vivencie a Cultura de Paz!


www.novaconsciencia.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Universitários são presos acusados de racismo

FAÇA SUA PRÓPRIA REFLEXÃO E AVALIAÇÃO
Futuros médicos brasileiros dizem: “não entendo por que eles foram presos, todo mundo faz isso e não é punido”; “foi apenas uma brincadeira de mau gosto”; “eles não fizeram nada demais, não roubaram, nem mataram”... Centro Universitário Barão de Mauá e
A "Justiça brasileira": juiz Ricardo Braga Montesserat os declara LIVRES!!!!!! Esse juiz também não fez nada demais!!!! " “não entenderia por que teria que prendê-los, corrigí-los, todo mundo faz isso e não é punido”; “foi apenas uma brincadeira de mau gosto”; “eles não fizeram nada demais, não roubaram, nem mataram”...

A vítima: O senhor Geraldo Garcia, trabalhador negro de serviços gerais, 55 anos, pai de quatro filhos e avô de três crianças, saiu cedo para o trabalho no último dia 12/12/2009 (sábado). De bicicleta, seguia por uma das principais avenidas da cidade de Ribeirão Preto, a Francisco Junqueira, num horário ainda de pouco movimento, por volta das seis horas da manhã. Como fazia todos os dias, seguia tranqüilo, aproveitando o percurso para pensar na família e fazer planos para o futuro. De repente, sentiu um golpe nas costas, que o lançou ao chão, ao mesmo tempo em que ouvia “Ô, seu negro”, “toma, seu negro”. Caído, correndo o risco de ser atropelado, ferido nas costas, nas mãos e nas pernas, ouviu gargalhadas eufóricas. Ao levantar o olhar, percebeu o carro preto que arrancava a toda velocidade. Sentiu-se impotente.
As testemunhas: Trabalhadores da área da segurança, que terminavam mais uma jornada, presenciaram o ocorrido. Viram quando o carro preto diminuiu a velocidade e um dos ocupantes, com a metade do corpo para fora, atingiu o senhor Geraldo Garcia violentamente, utilizando como arma um tapete de borracha enrolado, lançando-o ao chão. Ouviram os jovens manifestarem a sua única motivação de ódio - “toma, seu negro”. Ouviram seus gritos de euforia, enquanto o carro arrancava a toda velocidade. Indignaram-se. Entraram em um carro e saíram em busca dos criminosos. Conseguiram abordá-los algumas quadras depois, na avenida Nove de Julho, a caminho de uma das áreas mais valorizadas da cidade. Seguraram os rapazes até a polícia chegar.
A Polícia: O delegado Mauro Coraucci, após ouvir as testemunhas e a vítima, lavrou o flagrante de racismo, crime inafiançável e imprescritível. Num ato até surpreendente, pela prática das autoridades brasileiras em negar a existência do racismo, confirmou o crime, inclusive em entrevista para os meios de comunicação.
A Justiça: O Juiz Ricardo Braga Montesserat preferiu ignorar os depoimentos da vítima e das testemunhas. Liberou os jovens no mesmo dia, aceitando a tese da defesa de que não teria ocorrido um ato de racismo. Tendo desqualificado o crime, o juiz estabeleceu a fiança e, poucas horas após serem presos, os criminosos estavam livres.
Isso apenas reforça as pesquisas que comprovam ser a justiça brasileira cega para o racismo. Confirma o que parece já ser uma prática do judiciário nacional: descaracterizar o crime de racismo através de malabarismos legais, para suavizar a interpretação das práticas de discriminação racial, garantindo assim a possibilidade de pagamento de fiança e o abrandamento das penas dos racistas. É o racismo institucional, fruto de quase 500 anos de desumanização dos afro-descendentes, e que permeia as instituições nacionais, relegando as pessoas negras à subcidadania, negando-lhes direitos e dignidade.
Tanto é assim que se ouviam da boca de estudantes que acorreram à delegacia em solidariedade aos jovens criminosos frases indignadas do tipo “não entendo por que eles foram presos, todo mundo faz isso e não é punido”; “foi apenas uma brincadeira de mau gosto”; “eles não fizeram nada demais, não roubaram, nem mataram”; entre outras pérolas.
Agredir uma pessoa negra, por sua origem étnico-racial, só não é “nada demais” nas cabeças racistas de pessoas que não reconhecem a humanidade no outro, no diferente; somente é algo de somenos importância para as instituições que estas mesmas cabeças comandam.
Mataram sim, roubaram sim. O racismo brasileiro rouba e mata diariamente a dignidade, a humanidade e a auto-estima do povo negro brasileiro. Rouba e mata a nossa história e a nossa cultura. Provoca a morte de talentos e capacidades. E está provocando o extermínio da juventude negra nas periferias dos centros urbanos.
OS CRIMINOSOS RACISTAS:
o goiano Abrahão Afiune Júnior, de 19 anos,
o paulista Felipe Grion Trevisani, de 21 anos e
o paraense Emílio Pechulo Ederson, de 20 anos.
Os três são estudantes de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, renomada escola particular de ensino superior de Ribeirão Preto, onde a mensalidade do curso de medicina é de R$3.800,00.
Jovens privilegiados, frutos reconhecíveis de uma sociedade hipócrita, que nega o racismo que pratica cotidianamente; de uma escola que silencia e/ou estereotipa a história e a cultura africana e afro-brasileira; e de instituições educacionais de nível superior que se recusam a incluir em seus currículos, conteúdos e disciplinas que tratem da educação das relações étnico-raciais. Assim, continuam a despejar no mercado de trabalho profissionais que desconhecem, não respeitam e até desprezam a diversidade étnico-racial brasileira. Esse desprezo é tamanho, que pode ser sentido pela população negra ao procurar atendimento médico, ao necessitar do sistema judiciário, nas abordagens policiais, ao assistir televisão, ao frequentar as escolas brasileiras...

Assista ao vídeo clicando no link:
http://maisband.band.com.br/v_43894_universitarios_sao_presos_acusados_de_racismo.htm

A AÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO
Encontramos o senhor Geraldo Garcia indignado com a impunidade e com o descaso da justiça para com a violência de que fora vítima. Estava também com receio de atender o telefone e de fornecer seu endereço. Dele ouvimos “pensei que fosse um tiro nas costas. Sempre sofri com o racismo, xingamentos, mau atendimento nos lugares, mas nunca esperei por violência física. Eu estou muito assustado”.
O senhor Geraldo descreveu exatamente o que é o racismo brasileiro: “um tiro nas costas”.
Imediatamente deflagramos as ações necessárias para garantir-lhe suporte jurídico e psicológico. O caso está nas mãos da Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios da OAB de Ribeirão Preto. Também estamos realizando manifestações de protesto e denúncia do ocorrido, e do racismo nacional.
A primeira manifestação, organizada pelo Centro Cultural Orùnmilá no dia 16/12/2009 (quarta-feira), na porta do Centro Universitário Barão de Mauá, onde os rapazes estudam, contou com a participação de diversos segmentos organizados da sociedade civil. O reitor entregou um documento de desagravo ao sr. Geraldo e ao Movimento Negro. Anunciou a suspensão dos criminosos por dois meses. Dois meses? Dezembro e janeiro? Mas trata-se do período de férias escolares no Brasil... Em coro os manifestantes exigiram: “expulsa os racistas, expulsa os racistas...”. Paulo César Pereira de Oliveira, ativista do Movimento Negro fez uso da palavra e cobrou um compromisso maior da instituição com a educação das relações étnico-raciais e com a implementação da Lei 10.639/03. Propôs de imediato que a Barão de Mauá inicie o ano letivo de 2010 com um seminário amplo, incluindo toda a comunidade escolar e a sociedade na discussão do racismo e da promoção da igualdade racial. A proposta foi aceita e nós cobraremos a sua concretização.
A segunda manifestação, convocada também por outros setores do movimento social, por sindicatos e partidos de esquerda, ocorreu no dia 19/12/2009 (sábado), na UGT (Memorial da Classe Operária), contou com a presença de várias lideranças da cidade, que demonstraram a sua indignação e comprometeram-se com a luta anti-racista.
Há quem diga que a luta do povo negro contra o racismo, pela vida, pela dignidade e por cidadania, faz aumentar o racismo. Na verdade, esta luta está fazendo os racistas “saírem da toca”, e explicitarem o seu ódio. Enquanto seus privilégios estavam intactos, contentavam-se em reforçar cotidianamente a ideologia racista que permeia o sistema educacional, a mídia, os processos seletivos no mercado de trabalho, entre outros. Mas nós estamos avançando sobre a cota 100% branca de cidadania e direitos. E isso eles não podem aceitar. Que queiramos ser mais que suas domésticas, amas-de-leite e motoristas, eles não podem aceitar. De norte a sul do Brasil, os racistas estão explicitando sua verdadeira face e o seu ódio. Enquanto isso as bases do governo federal negociam os nossos direitos com a base ruralista e com as elites racistas no Congresso Nacional. Enquanto isso, capitães-do-mato contemporâneos, disfarçados de setores do Movimento Negro, vendem a nossa luta, a nossa história, por migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
Salve Dandara, salve Zumbi, salve todos e todas que tombaram lutando contra a escravidão e contra o racismo, e que nos inspiram a continuar nesta luta sem tréguas.
“Orùnmilá ati gbogbo okankanlerinnywo Irunmole awa gbe o”
(Orùnmilá e todas as 401 divindades nos protejam)

*Ativista do Movimento Negro / Centro Cultural Orùnmilá
Centro de Referência Negra Lélia Gonzales

“Eu não vou embora, e parece que vocês também não. Portanto, vamos simplesmente viver juntos.”
Socorrinha Coelhinha - 2009

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Iº SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E DIREITOS HUMANOS

“Construindo Políticas Públicas”
POR UM RIO DE JANEIRO QUE RESPEITE E ABRACE TODOS OS CREDOS

Num seminário inédito, Governo e Lideranças Religiosas formulam propostas de políticas públicas para combater a intolerância religiosa

“Estamos debatendo o direito de ter direitos”. Esse foi o tom da abertura do o I Seminário Estadual sobre Intolerância Religiosa e Direitos Humanos – uma iniciativa da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, órgão da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos - SEAS-DH/RJ, que aconteceu nesta sexta-feira, 18 de dezembro das 9 às 18h na sede da OAB/RJ.

Presentes à mesa de abertura, a Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos – Benedita da Silva, o Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir) da SEAS-DH/RJ – Cláudio Nascimento, a Subsecretária de Ensino, Valorização e Projetos da Secretaria de Estado de Segurança Pública – Jéssica Oliveira representando o Secretário José Mariano Beltrame, o Diretor de Integração Educacional da Secretaria de Estado de Educação - Reinaldo Ferreira representando a Secretária Teresa Porto, a Superintendente de Atenção Básica, Educação em Saúde e Gestão Participativa da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – Mônica Almeida representando o Secretário Sergio Cortês e o Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Turismo – Renato Quintanilha representando a Secretária Márcia Lins, a Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ – Margarida Pressburger e a Superintendente de Promoção de Políticas da Igualdade Racial – Zezé Mota. Em seu discurso, a Secretária Benedita da Silva desejou que durante as atividades do Seminário “prevalecesse o consenso para a construção de uma agenda governamental do Estado do Rio de Janeiro de modo a enfrentar a intolerância religiosa”. Também estiveram presentes à cerimônia o presidente do CEDINE, Paulo Roberto dos Santos, a Subsecretária de Assistência Social e Descentralização de Renda, Nelma Azeredo e a Subsecretária de Direitos Humanos Betânia Freitas.

A abertura do I Seminário Estadual sobre Intolerância Religiosa e Direitos Humanos também contou com a presença de lideranças religiosas de diferentes credos – candomblé, umbanda, islâmica, católica, anglicana, batista, kardecista, hare krishna, judaica, protestante, e a comunidade Betel; e membros das comunidades tradicionais maçônica, indígena, cigana e quilombola, que fizeram as falas iniciais sobre o quadro de intolerância no Estado do Rio em relação às tradições religiosas a que representavam, destacando a importância da iniciativa para quebra da intolerância religiosa com ações de políticas públicas para garantir o direito à expressão da liberdade religiosa. O evento que contou com 200 participantes, teve também representantes de diversas organizações da sociedade civil que atua no tema.

“Estou muito emocionada por estar aqui, nessa casa. É um avanço, com certeza, mas não posso deixar de recordar os anos de opressão que vivemos e o quanto ainda temos que lutar para vencer o preconceito e poder expressar a nossa fé”
exclamou Mãe Beata de Iemanjá, representante do candomblé.



“Há muitos séculos de silêncio. Nos últimos anos é que o povo cigano tem sido ouvido. Por isso, é preciso reconhecer o esforço dessa Superintendência em inaugurar esse diálogo”
comentou Bibi Matriarca Miriam Stanescon, representante da comunidade cigana sobre o Seminário.



Cláudio Nascimento, Superintendente da SuperDir, declarou “Estamos ainda dando os primeiros passos nesse debate, mas já existem iniciativas como ações desenvolvidas pelas Secretaria de Segurança Pública, Ambiente e Assistência Social e Direitos Humanos visando o enfrentamento governamental da intolerância religiosa. Porém, reconheço que precisamos caminhar mais para que essa gestão possa avançar mais nesse tema. Para tanto, o seminário estabeleceu as diretrizes básicas para a elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento da Intolerância Religiosa, que a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos irá lançar em março de 2010.

Seminário contou com Grupos de Discussão e Apresentações Culturais

O seminário teve como objetivo contribuir para o estabelecimento das diretrizes para elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e Direitos Humanos.

Dois painéis com palestrantes discutiram o tema, contribuindo para a reflexão e a facilitação de propostas nos grupos de discussão. Depois, os participantes se organizaram em Grupos de Discussão para debater temas como aspectos legais, saúde, meio ambiente, assistência social, cultura, educação, segurança pública e sistema penitenciário. Dos Grupos, foram formuladas propostas de políticas, como: (1) criar um conjunto de políticas públicas, envolvendo diversos setores governamentais, através de um plano; (2) Promover, pela SEASDH, atendimento jurídico, social e psicológico às vítimas de intolerância religiosa; (3) criar grupo de trabalho permanente para formular, acompanhar, monitorar e avaliar políticas públicas para o enfrentamento da intolerância religiosa; e (4) Disseminar informações e capacitar gestores em cada município sobre o tema; entre outras propostas para enfrentar a intolerância religiosa. Para elaborar o plano, tendo por base as diretrizes do seminário, será constituída uma comissão entre setores governamentais, lideranças religiosas e representantes da sociedade civil, organizado pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos.

O Grupo Imalê Ifé, formado por jovens de um projeto sociocultural em Duque de Caxias foi a atração cultural da abertura do evento, onde, entre outras performances, emocionou os presentes com uma versão do Hino Nacional Brasileiro em ritmo afro. Já o Grupo Vocal Réus Confessos encerrou o evento apresentando canções de MPB em nova roupagem musical.

I Seminário Estadual sobre Intolerância Religiosa e Direitos Humanos, é uma realização da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, e o apoio da Superintendência da Igualdade Racial. Contou com a importante participação da Secretaria de Segurança Pública, através Subsecretaria de Ensino, Valorização e Projetos, da Secretaria de Ambiente, através da Superintendência da Agenda 21; da Secretaria de Saúde, através da Superintendência de Atenção Básica, Educação em Saúde e Gestão Participativa; da Secretaria de Estado de Educação, através da Diretoria de Integração Educacional; da Secretaria de Estado de Sistema Penitenciário, através da Subsecretaria de Atenção ao Preso; da Pontifícia Universidade Católica, através do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão da Memória Afrodescendente, da Ordem dos Advogados do Brasil, através da Comissão de Direitos Humanos, do Conselho Estadual dos Direitos do Negro, diversas organizações não governamentais e Movimento Inter-religioso.

O Relatório do I Seminário será divulgado amplamente no dia 12 de janeiro de 2010.

O evento aconteceu dia 18.12.2009 (Sexta-feira) das 09 às 18 horas na OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Av. Marechal Câmara 150 – Centro do Rio

Maiores Informações:
021 – 2334-5545/5546 superdir@social.rj.gov.br

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MÍDIA & PRECONCEITO

"Sim, é necessária uma nova Abolição"

Por Milena Almeida e Angélica Basthi em 15/12/2009




Observatório da Imprensa - 17.12.2009


"Cabe lembrar que `nova Abolição´ é um lema que, apesar de ter sido elaborado na década de 1920, não está totalmente obsoleto. Os afro-descendentes ainda se encontram em posição de desvantagem em relação às pessoas brancas no Brasil." (Petrônio Domingues)


Em 27 de outubro, o professor-doutor Muniz Sodré publicou um artigo no site Observatório da Imprensa cujo título era "É necessária uma nova Abolição?". No artigo, Sodré critica o tratamento tendencioso da grande imprensa na cobertura sobre Ações afirmativas – mais especificamente as cotas universitárias – e questiona a opção dos "jornalões" em favorecer a publicação de conteúdo contrário ao sistema.
Ocorre que, no dia 03 de novembro, Demétrio Magnoli, colunista de veículos conceituados como a revista Época e o jornal Folha de S. Paulo, publicou uma "resposta" desrespeitosa intitulada "Matem os escravistas" onde ataca Sodré com ironia. Com um discurso enviesado, Magnoli deprecia os argumentos de Sodré e o árduo trabalho que vem sendo construído pelo movimento negro brasileiro na luta contra o racismo ao longo da história do Brasil. Numa suposta tentativa de criticar o "método" utilizado por Sodré, Magnoli menospreza a "consistência interna" do texto de Muniz, segundo ele, causado pelo seu posicionamento ideológico, e classifica o discurso de Sodré como "violência verbal".

Melhores argumentos

É no mínimo espantoso reconhecer que alguém que ostenta um título acadêmico como o Sr. Demétrio Magnoli nega para si mesmo e para a opinião pública a existência de injustiças originadas pelo racismo enraizado na estrutura da sociedade brasileira. Reza a máxima que o título acadêmico deveria garantir maior capacidade de análise dos fatos sociais.

É igualmente espantosa a cegueira que o Sr. Demétrio representa – e hoje é seu principal porta-voz – ao negar sistematicamente a existência do desequilíbrio no caráter dos artigos e no conteúdo das reportagens publicadas nos veículos da grande imprensa brasileira.

Em sua "resposta", o Sr. Demétrio desafia Sodré a provar este suposto desequilíbrio. Magnoli ignora o fato de que determinados veículos da grande mídia propõem uma agenda-setting unilateral e, com isso, contribuem para o desaparecimento do princípio da imparcialidade na imprensa, tão caro à sociedade brasileira. É impossível acreditar hoje em dia que os veículos de comunicação são unanimemente éticos e imparciais. Um dos grandes problemas desta premissa é encobrir o fato de que algumas opiniões editoriais invadem o campo das matérias e reportagens, que deveriam ser imparciais. Ao invés destes veículos de comunicação terem como foco o serviço de utilidade pública, acabam se transformando em juízes e algozes da realidade que nos cerca.

Se antes de escrever vorazmente contra as ações afirmativas – e duvidar da veracidade e do compromisso ético de acadêmicos dignos de todo respeito como Muniz Sodré –, o Sr. Magnoli deveria ter recorrido às pesquisas acadêmicas que estão sendo realizadas neste momento. Talvez assim ele apresentasse melhores argumentos para duvidar da existência de um posicionamento parcial de alguns setores da grande imprensa no Brasil.

Trata-se ou não de desequilíbrio?

Os pesquisadores João Feres e Veronica Daflon, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), por exemplo, realizaram recentemente uma análise dos textos publicados pela revista Veja sobre as ações afirmativas entre 2001 e 2009. Foram analisados 66 textos e artigos sobre o tema de janeiro de 2001 a junho de 2009, sendo 39% colunas assinadas e 38% reportagens.

Deste total, 77% continham avaliações negativas sobre as ações afirmativas raciais e apenas 14% favoráveis. Se tivesse feito essa consulto, o Sr. Demétrio descobriria, por exemplo, que deste universo, 19 reportagens são contrárias às ações afirmativas e apenas três são favoráveis. Em relação às colunas na revista Veja no período, 20 foram contrárias e apenas quatro favoráveis. Trata-se ou não desequilíbrio?

Feres e Daflon identificaram que a partir de 2005, quando as políticas de cotas estão consolidadas no ensino superior público do país, as raras manifestações favoráveis às ações afirmativas simplesmente desapareceram da revista Veja.

Feres e Daflon analisaram ainda os títulos e suas mensagens explícitas na revista neste período. Um dos exemplos são os títulos "O grande salto para trás" e "Cotas para quê?", ambos publicados em 2005. Ou ainda a reportagem em 2007 sobre o caso de um professor da Universidade de Brasília acusado de racismo, cujo título era "A primeira vítima".

Todos os títulos já evidenciavam a parcialidade nua e crua da revista Veja. O artigo do colunista Diogo Mainardi, cujo título era "O quilombo do mundo", demonstra a sua dita "criatividade" a serviço da intolerância como "o Brasil macaqueou o sistema de cotas raciais dos Estados Unidos" ou sobre "a chance para acabar de vez com o quilombolismo retardatário que se entrincheirou no matagal ideológico das universidades brasileiras". Trata-se ou não de desequilíbrio?

Nomenclatura de assuntos investigados

Vamos agora aos "jornalões". Um estudo realizado pelo pesquisador Kássio Motta para o Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisa o caso do jornal O Globo no período de março de 2002 a julho de 2004. De acordo com o levantamento, no total foram publicados 55% de textos negativos e 15% de textos positivos sobre as cotas. Neste contexto estão 34% de matérias negativas contra 6% positivas, e 66% de editoriais e artigos negativos contra 34% positivos. Outra vez questionamos: trata-se ou não de um desequilíbrio?

Outra pesquisa, desta vez encomendada pelo CEERT ao Observatório Brasileiro de Mídia, observou os jornais Folha, Estado e Globo, dos quais se extraiu 972 textos publicados entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 2008, além de 121 textos veiculados pelos semanários Veja, Época e IstoÉ, totalizando, portanto, 1.093 escritos – incluindo reportagens, editoriais, artigos e colunas.

Os assuntos investigados foram agrupados a partir da seguinte nomenclatura: cotas nas universidades; ação afirmativa; quilombolas; estatuto da igualdade racial; diversidade racial (incluindo racismo, discriminação racial, etc.) e religiões de matriz africana.

Leitura indispensável

Fechando o foco nos textos de jornais, cinco tópicos merecem especial atenção:

1) desagregando-se o tema das cotas nas universidades, os textos opinativos somaram, no caso da Folha, cerca de 28% do total de ocorrências, sendo evidente a freqüência mais alta das reportagens em comparação com as opiniões;

2) examinando-se os textos opinativos da Folha sobre cotas nas universidades, 46,7% posicionaram-se abertamente contrários, número elevado, mas não configuram a totalidade das opiniões;

3) o Globo sobressai em relação aos seus concorrentes no que se refere a uma orientação anticotas mais organizada e institucionalizada, tendo sido o único jornal em que os textos opinativos foram mais freqüentes do que as reportagens – 53,1% e 28,1% respectivamente, quando o assunto é cotas nas universidades;

4) as pesquisas ocupam apenas 5% dos textos e são aludidas quase que exclusivamente nas reportagens (83%), aparecendo muito raramente nos textos opinativos (8,3%);

5) a parcialidade da mídia impressa suscita preocupação inclusive nos seus próprios mecanismos internos de fiscalização, o que pode ser ilustrado por uma manifestação emblemática do ombudsman da Folha publicada em meados de 2006.

Portanto, quando Sodré questiona sobre uma nova Abolição, não se trata de um "pressuposto factual falso", como diz o Sr. Demétrio. Provavelmente, este Sr. desconhece toda leitura indispensável para construir um argumento com seriedade, tais como o livro A nova Abolição (2008), do historiador Petrônio Domingues. Na obra, é possível aprender que a expressão foi citada pela primeira vez no dia 13 de maio de 1924, como manchete principal do primeiro número do jornal O Clarim da Alvorada, importante veículo da história da imprensa negra no período.

A luta pelos direitos fundamentais

Já naquela ocasião a defesa de uma nova Abolição propunha uma transformação radical na sociedade brasileira para garantir a justiça e a igualdade racial. Quase 90 anos depois, essa expressão mantém sua mensagem viva. O Brasil continua com o desafio de garantir a justiça e a igualdade de direito para todos.

Vale lembrar também que Muniz Sodré está amparado por uma clarividência histórica acompanhando por extensa lista de pensadores, pesquisadores e intelectuais como Kabenguele Munanga, Abdias Nascimento, Sueli Carneiro e tantos outros.

É por isso que nós, afro-descendentes, integrantes do movimento negro, profissionais de imprensa, intelectuais e acadêmicos declaramos publicamente que Muniz Sodré desfruta do nosso total apoio neste posicionamento em favor da pluralidade de opiniões e reportagens nos "jornalões" e demais veículos de comunicação sobre as ações afirmativas, em especial, sobre as cotas nas universidades públicas. Lembrando que resta ainda uma longa caminhada até atingirmos a plenitude do princípio da igualdade no Brasil. Jamais haverá igualdade onde as pessoas se encontram em condições desiguais na luta pelos seus direitos fundamentais.

**************

[Este artigo é endossado por Julio Tavares, doutor em Antropologia - University of Texas at Austin; Roberto Martins, ex-presidente IPEA no governo FHC; Carlos Alberto Medeiros, jornalista, mestre em ciências jurídicas e sociais e coordenador CEPPIR-RJ; Amauri Mendes Pereira, professor sociologia da UEZO-RJ; Frei Davi Santos, OFM e diretor executivo Educafro; Diva Moreira, cientista política; Alexandre Nascimento, professor FAETEC/RJ; Jonicael Cedraz Oliveira, professor UFBA; Fabiana Lima, doutoranda UFBA; Claudia Miranda , doutora em educação UERJ; Uelington Farias Alves, jornalista e escritor; Daise Rosas Natividade, psicóloga e doutoranda da UFRJ; Humberto Adami, Ouvidor-Geral Seppir; Luis Fernando Martins da Silva, advogado e professor de Direito e membro IAB; Maria da Consolação Lucinda, doutoranda Antropologia Social Museu Nacional/UFRJ; Augusto Bapt, músico; Marcos Romão, cientista social e diretor da Rádio Mamaterra, Hamburgo; Marcelo Barbosa, mestrando em educação UERJ; Vera Daisy Barcellos, jornalista/ RS; Zilda Martins, mestranda comunicação e cultura ECO/UFRJ; Ana Cristina Macedo de Souza, mestranda políticas públicas FGV-RJ/EBAPE; Carlos Nobre, professor PUC/RJ; Nilo Sergio S. Gomes, jornalista; Jacques Edgard François; Flavio Gomes; Jorge da Silva; Claudia Fabiana Cardoso; Carlos Douglas Martins P. Filho; CEPPIR –RJ; CEERT; COMDEDINE; EDUCAFRO; ABRAÇO; Cojira-Rio; Cojira-DF; Cojira-BA; Cojira-AL; Cojira-PB; Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul; Movimento Novos Rumos; Fórum Paraibano Promoção Igualdade Racial; Agência Afro-Latina-Euro-Americana de Informação (ALAI); Associação Brasileira de Pesquisadores/as pela Justiça Social (ABRAPPS); Comitê de Luta pela Igualdade Racial e Democratização da Comunicação do FNDC-BA; Fórum Mulheres Negras DF; Movimento Negro Unificado DF; Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Coletivo Entidades Negras (CEN); ACEC - Associação Cultural Embaixada das Caricatas; IPCN - Instituto de Pesquisa das Culturas Negras]

Publicado no Observatório da Imprensa em 15.12.2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Craque Brasileirão 2009: Andrade, do Flamengo, é o melhor técnico

Símbolo do campeão brasileiro de 2009, o técnico Andrade foi eleito, nesta 2ª feira (07.12) o melhor treinador no Prêmio Craque do Brasileirão, evento organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Tromba, como é conhecido, assumiu o Flamengo durante a competição e conseguiu uma arrancada surpreendente até chegar ao título.
Ele foi o responsável pelo fim da hegemonia de Muricy Ramalho, que ganhara todos os prêmios até então. Em segundo lugar ficou Silas, que levou o Avaí ao sexto lugar. Celso Roth, do Atlético-MG, ficou em terceiro lugar. O Galo liderou a competição durante várias rodadas, mas não conseguiu manter o nível e acabou fora até da zona de classificação para a Libertadores.
Andrade [Jorge Luís Andrade da Silva, nascido em 21/04/1957, em Juiz de Fora (MG)], faz que nos sintamos orgulhosos, por mais esta conquista.
Consulta no site GELEDÉS

Foto Agência Estado

domingo, 6 de dezembro de 2009

Black Soul [ALMA NEGRA] - Martine Chartrand



Martine Chartrand, 2000, 9 min 47 sec
Uma animação que convida o espectador a mergulhar no coração da cultura negra em uma viagem rápida e divertida através dos lugares que marcaram a história desses povos. A história que uma senhora de idade com seu filho pequeno é desfilaram diante de nossos olhos uma série de quadros pintados diretamente abaixo da câmera, que acompanha a criança nas pegadas de seus antepassados.
Aqui postado por indicação de ANA FELIPPE, Memorial Lélia Gonzalez - Continente Africa

Ação Civil Pública em Uberlândia (MG) exige cumprimento da Lei nº 10.639

Uma decisão inédita do Ministério Público em Uberlândia levou a Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) a alertar aos gestores públicos de todo o país sobre o risco do descumprimento da Lei nº 10.639/03, que prevê o ensino da história da cultura africana e afro-brasileira em todas as escolas públicas e privadas, no ensino fundamental, médio e superior.
Trata-se da ação civil pública (processo nº 702.09.562589-0), ajuizada pelo promotor de Justiça Jadir Cirqueira de Souza, na qual denuncia a Prefeitura de Uberlândia e o Estado de Minas Gerais. O principal motivo é o não cumprimento da lei federal, uma das primeiras assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que representa um marco histórico na agenda brasileira de combate à discriminação racial. O promotor solicita, entre outras providências, a devida capacitação do corpo docente e a inclusão no orçamento de verbas específicas para o custeio do material pedagógico necessário, sob pena de multa.

Na ação, Jadir Cirqueira de Souza ressalta que "enquanto os administradores públicos privilegiarem os aspectos meramente administrativos, em detrimento da educação dos alunos em sala de aula, o Brasil continuará equivocando-se na educação, repetindo erros históricos. É preciso iniciar novo ciclo educacional".

"Esperamos que o caso de Uberlândia sirva de exemplo e que o Ministério Público continue atuando em cada um dos 5.463 municípios brasileiros, seja por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou de ações civis públicas", afirma o ouvidor da SEPPIR, Humberto Adami Jr. Ele lembra que a iniciativa surgiu a partir da mobilização de entidades dos movimentos sociais negros, que em 2005 fizeram representação à Procuradoria Geral da República.

Na avaliação do ouvidor, o não cumprimento da lei implica na possibilidade de suspensão do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos estados e municípios que se omitirem diante da legislação. E mais: os gestores públicos podem também ser enquadrados no crime de responsabilidade.

Além de ter promovido neste último semestre seminários regionais para capacitação dos gestores públicos e educadores nas cidades de Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Belém (Pará) e Curitiba (PR), a SEPPIR planeja um evento nacional para fazer um balanço das exigências curriculares para a efetiva implementação da lei.

Clique AQUI e saiba mais sobre a implantação da lei 10.639/03

Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República

Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

Recebido de Marcelo Reis, via e-mail.
Foto logbaoba

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CONSCIÊNCIA NEGRA, MODO DE USAR (Fechando a tampa das discussões do mês)


Por NEI LOPES (Foto de Márcia Moreira)
Quando te disserem que você quer dividir o Brasil em pretos e brancos, mostre que essa divisão sempre existiu. Se insistirem na acusação, mostre que, neste país, 121 anos após a Abolição, em todas
as instâncias, o Poder é sempre branco. E que até mesmo como técnicos de futebol ou carnavalescos de escolas de samba, os negros só aparecem como exceção.

Quando, ainda batendo nessa tecla, te disserem que o Brasil é um país mestiço, concorde. Mas ressalve que essa mestiçagem só ocorre, com naturalidade, na base da pirâmide social, e nunca nas altas esferas do
Poder. E que o argumento da mestiçagem brasileira tem legitimado a expropriação de muitas das criações do povo negro, do samba ao candomblé.

Quando te jogarem na cara a afirmação de que a África também teve escravidão, ensine a eles a diferença entre servidão e cativeiro. Mostre que a escravidão tradicional africana tinha as mesmas características da instituição em outras partes do mundo, principalmente numa época em que essa era a forma usual de exploração da força de trabalho. Lembre que, no escravismo tradicional africano, que separava os mais poderosos dos que nasciam sem poder, o bom
escravo podia casar na família do seu senhor, e até tornar-se herdeiro. E assim, se, por exemplo, no século XVII, Zumbi dos Palmares teve escravos, como parece certo, foi exatamente dentro desse contexto histórico e social.

Diga, mais, a eles que, na África, foram primeiro levantinos e, depois, europeus que transformaram a escravidão em um negócio de altas proporções. Chegando, os europeus, ao ponto de fomentarem guerras para, com isso, fazerem mais cativos e lucrarem com a venda de armas e seres humanos.

Diga, ainda, na cara deles que, embora africanos também tenham vendido
africanos como escravos, a África não ganhou nada com o escravismo,
muito pelo contrário. Mas a Europa, esta sim, deu o seu grande salto,
assumindo o protagonismo mundial, graças ao capital que acumulou coma
escravidão africana. Da mesma que forma que a Ásia Menor, com o
tráfico pelo Oceano Índico, desde tempos remotos.

Quando te enervarem dizendo que movimento negro é imitação de
americano, esclareça que já em 1833, no Rio, o negro Francisco de
Paula Brito (cujo bicentenário estamos comemorando) liderava a
publicação de um jornal chamado O Homem de Cor, veiculando, mesmo com
as limitações de sua época, reivindicações do povo negro. Que daí, em
diante, a mobilização dos negros em busca de seus direitos, nunca
deixou de existir. E isto, na publicação de jornais e revistas, na
criação de clubes e associações, nas irmandades católicas, nas casas
de candomblé... Etc.etc.etc.

Aí, pergunte a eles se já ouviram falar no clube Floresta Aurora,
fundado em 1872 em Porto Alegre e ativo até hoje; se têm idéia do que
foi a Frente Negra Brasileira, a partir de 1931, e o Teatro
Experimental do Negro, de 1944. Mostre a eles que movimento negro não
é um modismo brasileiro. Que a insatisfação contra a exclusão é geral.
Desde a fundação do Partido Independiente de Color, em Cuba, 1908,
passando pelo movimento Nuestra Tercera Raíz dos afro-mexicanos, em
1991; pela eleição do afro-venezuelano Aristúbolo Isturiz como
prefeito de Caracas, em 1993; pelo esforço de se incluírem conteúdos
afro-originados no currículo escolar oficial colombiano no final dos
1990; e chegando à atual mobilização dos afrodescendentes nas
províncias argentinas de Corrientes, Entre Rios e Missiones, para só
ficar nesses exemplos.

Quando, de dedo em riste, te jogarem na cara que os negros do Brasil
não são africanos e, sim, brasileiros; e que muitos brasileiros pretos
(como a atleta Fulana de Tal, a atriz Beltrana, e o sambista
Sicraninho da Escola Tal) têm em seu DNA mais genes europeus do que
africanos, concorde. Mas diga a eles que a Biologia não é uma ciência
humana; e, assim, ela não explica o porquê de os afrobrasileiros
notórios serem quase que invariavelmente, e apenas, profissionais da
área esportiva e do entretenimento. E depois lembre que a Constituição
Brasileira protege os bens imateriais portadores de referência à
identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da
sociedade brasileira e suas respectivas formas de expressão. E que a
Consciência Negra é um desses bens intangíveis.

Consciência Negra repita bem alto pra eles, parafraseando Leopold
Senghor não é racismo ou complexo de inferioridade e, sim, um anseio
legitimo de expansão e crescimento. Não é separatismo,
segregacionismo, ressentimento, ódio ou desprezo pelos outros grupos
que constituem a Nação brasileira.

Consciência Negra somos nós, em nossa real dimensão de seres humanos,
sabendo claramente o que somos, de onde viemos e para onde vamos,
interagindo, de igual pra igual, com todos os outros seres humanos, em
busca de um futuro de força, paz, estabilidade e desenvolvimento.

Recebido de Luiz Carlos Gá, via e-mail.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FESTA DE LANÇAMENTO DO CD DOS SAMBAS ENREDO 2010 - Grupo Especial

Fotos de Henrique Matos,
o Fotógrafo do Carnaval


Clique nos links abaixo para ouvir os Sambas:
Grande Rio
Mocidade
Beija-Flor
Imperatriz
Acadêmicos do Salgueiro
Unidos Tijuca
União da Ilha
Unidos de Vila Isabel
Viradouro
Portela
Porto da Pedra
Estação Primeira de Mangueira

LAVAGEM DA ESTÁTUA DE JOÃO CÂNDIDO [O Almirante Negro]

22 de novembro, dia da REVOLTA DA CHIBATA

Na busca de resgatar personalidades históricas de nossa sociedade que mereçam destaque entre afro-descendentes, o AGBARA DUDU iniciará este ano campanha cujo objetivo maior é trazer reconhecimento histórico a relevante figura da recente História de nosso País – JOÃO CÂNDIDO.
Por este motivo, estaremos realizando no dia 04 de dezembro próximo a Lavagem Simbólica da Estátua de João Cândido na Praça XV de Novembro, de modo a iniciar, com este ato, a divulgação para toda a sociedade da importância de João Cândido na história das conquistas de liberdades pelo povo brasileiro.
Este projeto, que ora se inicia, prosseguirá em 2010, quando se estará comemorando os cem anos da Revolta da Chibata, movimento liderado por nosso homenageado e de tão grande significado para negros e pobres brasileiros.

04 DE DEZEMBRO, 6ª FEIRA,
A PARTIR DAS 17:30 horas
ESTÁTUA DE JOÃO CÂNDIDO
Praça XV de Novembro - Centro do Rio
__________________________________________________
Realização:
GRUPO AFRO AGBARA DUDU

Apoios:
Subprefeitura do Centro
Unidade de Mobilidade Nacional para a Anistia – UMNA
MODAC
______________________________________________
Grupo afro
AGBARA DUDU

Em yorubá significa FORÇA NEGRA
FUNDAÇÃO: 04/04/82
CNPJ - 29.009.305/0001-48

Estamos contando com a sua presença e o rufar de seus tambores, para que ele ecoe em forma de "CORREIO NAGÔ".
Axé,
Vera do Agbara

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O 20 de novembro na Praça Onze

CRIANÇAS DA ESCOLA Municipal TIA CIATA
homenageiam
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA




sábado, 28 de novembro de 2009

Encerramento "Agenda Única Rio Zumbi 2009"




IV FÓRUM RACISMO É CRIME - Aplicabilidade da Lei Penal

Projeto QUILOMBO BRASIL 2009
apresenta
IV FÓRUM RACISMO É CRIME!
Aplicabilidade da Lei Penal


PROGRAMAÇÃO
30 de Novembro
segunda-feira

18h30min – Mesa 1
ABERTURA


Mesa 2
Tema: Aspectos Jurídicos, Políticos, Culturais e Sociais dos Crimes de Racismo e a Sociedade Brasileira.

Palestrantes:
Dr. JÚLIO CÉSAR TAVARES - Doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense;
Dr. JORGE DA SILVA – Graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e em Língua Inglesa, Doutor em Ciências Sociais (UERJ), Pós-doutorado em Antropologia e Coordenador de estudos e pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos- UERJ
Mediadora: Sra. RUTH PINHEIRO – Presidente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento – CAD, Conselheira e Secretária Geral do Colymar - Centro de Empresários Afro-brasileiros. consultora do SESI/RJ para alfabetização de adultos em comunidades remanescentes de quilombos do Estado do Rio de Janeiro.

Mesa 3
Tema: Atuação do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da OAB, quanto à Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo.

Palestrantes:
Dr. CARLOS LUÍS ANTÔNIO DE OLIVEIRA - Subchefe Operacional da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro;
Dr. MARCOS KAC- Promotor de Justiça, Coordenador de Direitos Humanos e Justiça Terapêutica da PGJERJ, Mestre em direito Penal, Processual Penal e Criminologia, Professor de pós-graduação da UCAM; Universidade Estácio Sá; UNIG; ESA/OAB.
Dr. MÁRIO LEOPOLDO – Ex-presidente da Comissão OAB Vai à Escola , Conselheiro da OAB, Consultor jurídico do Conselho Municipal de Defesa do Negro - COMDEDINE.
Mediadora: Dra. AGLAETE NUNES MARTINS - Advogada, Consultora Jurídica do Conselho Municipal de Defesa do Negro – COMDEDINE.

01 de Dezembro
terça-feira

18h30min – Mesa 4
Tema: Aspectos culturais, sociais e jurídicos dos crimes de racismo por intolerância religiosa, racial, homofobia, e a Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo.

Palestrantes:
Dr. HENRIQUE PESSOA - Delegado de Policia Civil, Bacharel em Direito, Pós graduado em Didática do Ensino Superior, Professor da Academia de Polícia Civil Sílvio Terra , Professor de Direito Penal e Processual Penal da Universidade Candido Mendes , Representante da Polícia Civil junto à Comissão de Combate a Intolerância Religiosa,
BABALAÔ IVANIR DOS SANTOS – Pedagogo, Secretário Executivo do CEAP e Membro da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa;
Dr. CLÁUDIO NASCIMENTO SILVA - Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.
Mediadora: Dra. ANA FELIPPE - Pós-graduada em Filosofia, coordenadora do Memorial Lélia Gonzalez, fundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN e Presidente da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos – SEAF

Mesa 5
Tema: - Crimes de Racismo: A questão histórica, jurídica e social, quanto as Ações Afirmativas e as Ações de Reparações.

Palestrantes:
Dr. CARLOS ALBERTO MEDEIROS - Coordenador da Coordenadoria de Política de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro – CEPPIR/RJ
Dr. PAULO RANGEL - Mestre em Ciências Penais, Doutor em Direito e Promotor de justiça do Estado do Rio de Janeiro, Titular do II Tribunal do Júri.
Dr. WILSON ROBERTO PRUDENTE - Procurador do Ministério Público do Trabalho, Licenciado em Estudos Sociais pela UERJ, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais, Pesquisador-colaborador da N"BLAC Núcleo Brasileiro Latino Americano e Caribenho de Pesquisas em Gênero, Raça e Movimentos Sociais.
Mediador: Dr. BENEDITO SÉRGIO DE ALMEIDA ALVES - Representante da Fundação Cultural Palmares/Rio de Janeiro, fundador e 1º Presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN.

____________________________________________________

  • José dos Santos Oliveira - Diretor do CEPERJ
    Coordenador do IV FÓRUM RACISMO É CRIME!




  • quarta-feira, 25 de novembro de 2009

    e-mail de agradecimento de ADUNI BENTON

    Aduni Benton, Atriz e Diretora de Teatro.
    Diretora do Documentário
    "IPCN 35 ANOS! Uma Escola de Formação Política"

    Olá Amig@!
    Nestes últimos dias passamos por diversas e intensas emoções. Viajo ou não viajo? Cancela ou não cancela? Vai ter apoio ou não vai? Cadê o material para divulgar? E o meu nome? Reencontro de amigos, quanto tempo que não nos víamos! Apreensão, dúvida, horário, agenda, alegria por cada pequena conquista, dor, tristeza por alguém não poder estar conosco, confirmações de presenças, respeito e finalmente comprometimento e REALIZAÇÃO!!!
    Não tivemos o CAFÉ, o apoio para o lanche não chegou, a FCP não pode nos ajudar.


    Mas, a ÁGUA não faltou! e com ela lavei a minha alma.

    Estou de alma lavada!!!! Poderia ficar horas e horas digitando a palavra
    AGRADECIMENTO e não conseguiria externar o sentimento que me envolve neste momento. Estou agradecida, porque cada um de vocês teve um papel fundamental na construção e realização deste Seminário. É a história do IPCN viva! A sua REVITALIZAÇÃO!

    E é só o começo, temos um caminho em direção ao DOCUMENTÁRIO!! Já estou pensando no lançamento, porque depois do Seminário não tenho nenhuma dúvida que este DOC será lançado com êxito nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, depois do Rio de Janeiro - Cine ODEON no dia 08 de Julho de 2010. rsrsrs

    Cada lembrança uma emoção nova. Estou feliz e consciente da RESPONSABILIDADE de registrar estas memórias para que o Brasil possa conhecer cada uma delas para a valorização do IPCN e principalmente fortalecimento da luta contra o racismo pelo caminho da IGUALDADE RACIAL, autoestima e visibilidade dos nossos protagonistas que dia a dia durante anos de suas vidas buscam construir políticas públicas para nosso povo negro. E os protagonistas são vocês, quer seja nas instituições, partidos, sindicatos, governos, associações, escolas ou simplesmente nas ruas com uma câmera na mão.
    Parabéns para todos nós que acreditamos num Brasil melhor.

    Agora é uma nova etapa, CAPTAÇÃO DE RECURSOS, estamos aceitando sugestões de caminhos para chegarmos ao PATROCINADOR e parceiros além de vocês é claro! rsrsrs

    Como me ensinou Janú: "Quem conhece a sua história, entende a sua grandeza."

    Axé!

    Muito muito muito agradecida a todos e principalmente as seguintes instituições:

    APOIO CULTURAL:
    SEPPIP-PR , SEASDH - Superintendência Executiva dos Conselhos
    Vinculados, CEDINE, CEDIM
    PARCEIROS:
    UNEGRO, MEMÓRIA LÉLIA GONZALEZ E A.C.EMBAIXADA DAS CARICATAS
    CO-REALIZADOR:
    IPCN
    REALIZAÇÃO:
    CIA.É TUDO CENA!, GERADOR CULTURAL, LUB E COBRA
    Sem vocês este Seminário seria apenas um sonho. Valeu!!!
    Afrobeijos
    Aduni Benton

    ______________________________________________________
    Nós da diretoria do IPCN nos sentimos orgulhosos e honrados com o estabelecimento desta parceria .


    A Marcha Negra - 1988 [cultne - acervo digital de cultura negra]

    Observe quantas líderanças presentes.
    Assista, edite, reproduza!
    Bem vindo ao
    CULTNE - Acervo Digital de Cultura Negra Brasileira. Aqui você tem a chance de conhecer novos pontos de vista da história do nosso país, através de materiais inéditos em vídeo, em diversos momentos artísiticos e políticos, registrados ao longo de décadas.
    Além de assistir, você pode se cadastrar e baixar todo nosso conteúdo para seu computador, utilizando livremente o material em edições jornalísiticas, projetos estudantis, ou qualquer atividade sem fins lucrativos, desde que citada a fonte. Bom proveito!



    Local: Candelaria - Cinelândia
    Movimento Negro em 1988 em marcha no centro do Rio de Janeiro, denunciando o racismo e nas lutas contra as desigualdades
    Para saber mais clique cultne.